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Ibovespa Futuro zera alta e Wall Street passa a ter queda expressiva após dados de emprego nos EUA

investidores repercutem relatório de emprego de setembro, em busca de mais pistas sobre o ritmo de aperto monetário do Fed

Felipe Moreira

B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Foto: Ilustração de Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: Ilustração de Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa futuro zerou ganhos cerca de 15 minutos antes da abertura do índice à vista, enquanto o dólar tinha alta, após a divulgação do tão esperado Relatório de Emprego (payroll) de setembro dos EUA, visto como bastante importante para definir a trajetória de juros pelo Federal Reserve.

Às 9h37 (horário de Brasília) desta sexta-feira (7) o contrato futuro do Ibovespa para outubro tinha alta de 0,17%, aos 117.530 pontos, perdendo força em relação à abertura, mas ainda com ganhos. Já o dólar comercial tinha alta de 0,10%, a R$ 5,214 na compra e R$ 5,215 na venda, enquanto o dólar futuro para novembro tinha leve alta de 0,11%, a R$ 5,254. Já às 9h48, o dólar comercial subia 0,41%, enquanto o futuro do Ibovespa passou a operar entre leves perdas e ganhos.

Em Wall Street, os principais índices, que operavam entre perdas e ganhos antes do dado de emprego nos EUA, perderam força, com o futuro do Dow Jones caindo 0,30%, Nasdaq em queda de 1,22% e S&P 500 recuando 0,69%.

Os Estados Unidos criaram 263 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em setembro, e a taxa de desemprego caiu para 3,5%, apontam dados do payroll divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Departamento do Trabalho. O resultado veio acima da expectativa do mercado (que previa 250 mil vagas), enquanto a projeção era de que a taxa de desemprego permaneceria em 3,7%, segundo o consenso Refinitiv. Os dados mais fortes do que o esperado, ainda que em desaceleração, podem sinalizar que o Fed continuará com sua política agressiva de corte de juros, impactando o mercado acionário.

Com relação a curva de juros, os juros futuros zeraram as baixas em seus principais contratos. DIF23 (janeiro para 2023), +0,01 ponto percentual (pp), a 13,68%; DIF25, 0,01 ponto, a 11,61%; DIF27, +0,02 pp, a 11,41%; e DIF29, +0,01 pp, a 11,54%.

Na frente dados domésticos, as vendas no varejo recuaram 0,1% em agosto, diz IBGE, menos que o esperado pelo consenso de mercado.

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Europa

Os mercados europeus operam entre perdas e ganhos nesta sexta-feira para encerrar uma semana volátil, com o importante relatório mensal de empregos dos Estados Unidos também no radar.

No front econômico, a produção industrial alemã caiu em agosto, uma vez que os gargalos de fornecimento persistiram devido à guerra na Ucrânia e a persistentes distorções relacionadas à pandemia.

A produção industrial caiu 0,8% em agosto na comparação com o mês anterior, abaixo das expectativas de queda de 0,5% entre analistas consultados pela Reuters.

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Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em baixa antes do relatório mensal de empregos nos EUA.

O noticiário corporativo também foi destaque. A fabricante de chips sul-coreana Samsung Electronics anunciou uma queda de 31,7% no lucro operacional no terceiro trimestre de 2022 em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com uma divulgação preliminar de resultados.

O lucro operacional caiu para 10,8 trilhões de wons coreanos (US$ 7,65 bilhões), em comparação com 15,8 trilhões de wons no terceiro trimestre de 2021. O resultado é o primeiro declínio nos lucros trimestrais desde o quarto trimestre de 2019, mostraram dados do Refinitiv Eikon.

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A demanda por semicondutores diminuiu, mostrou o comunicado.

Em commodities, as cotações do petróleo sobem nesta sexta-feira (7), estendendo os ganhos registrados durante semana depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) concordou em restringir a oferta global com um acordo para reduzir as metas de produção em 2 milhões de barris por dia (bpd).