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Ibovespa Futuro cai com temor de inflação após piora nas negociações EUA-Irã

Irã afirmou que adotará uma postura militar “totalmente ofensiva” uma vez que os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os EUA estagnaram

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O Ibovespa Futuro opera em baixa0 nos primeiros negócios desta terça-feira (18), com redução das chances de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã reacendendo as preocupações com a inflação, elevando os preços do petróleo e provocando uma liquidação dos títulos do governo dos EUA. Às 9h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro recuava 0,10%, aos 169.835 pontos.

O Irã afirmou que adotará uma postura militar “totalmente ofensiva” uma vez que os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os EUA estagnaram, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters. Os EUA também descartaram a prorrogação de um acordo de cessar-fogo temporário que expirou em 17 de agosto.

O rendimento do Treasury de 30 anos atingiu a máxima em quase duas décadas, enquanto o petróleo subia pelo terceiro dia consecutivo, com o Brent chegando à máxima desde o mês passado.

A reação do mercado mostra que as tensões no Oriente Médio continuam sendo uma importante fonte de risco, e uma nova escalada poderá reverberar nos preços do petróleo, nos títulos, nas moedas e nas ações.

Também abalou a tranquilidade após uma sequência recente de dados fracos nos Estados Unidos ter reduzido os temores de aumentos de juros pelo Federal Reserve. Operadores veem 36,6% de probabilidade de uma alta de juros na reunião do Fed em setembro, abaixo dos 48,4% registrados uma semana antes, segundo a ferramenta CME FedWatch.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recuava 0,08%, S&P Futuro recuava 0,43% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 1,11%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro operava com alta de 0,17%, aos R$ 5,231.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa, em meio a preocupações com interrupções no fornecimento e uma possível retomada das hostilidades no Oriente Médio, após Trump afirmar que não estenderia o cessar-fogo com o Irã.

Os preços do petróleo sobem à medida que um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio parece cada vez mais distante, com o Irã afirmando que adotará uma postura mais agressiva e os EUA descartando a prorrogação do acordo de cessar-fogo, aumentando as preocupações com o fornecimento de energia.

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As cotações do minério de ferro fecharam em alta, com dados econômicos fracos da China aumentando as expectativas de estímulos adicionais, compensando as preocupações com a desaceleração da atividade industrial e a forte queda na produção de aço.

(Com Reuters)

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Felipe Moreira
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