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Ibovespa Futuro cai com retomada do julgamento de Bolsonaro e atenção a dados dos EUA

O dia também será marcado pela reiterada preocupação com a situação fiscal e o crescimento em várias partes do mundo

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

(Imagem: Divulgação B3)
(Imagem: Divulgação B3)

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta quarta-feira (3), em meio ao segundo dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado. O mercado também acompanha dados sobre a atividade econômica nos Estados Unidos, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em outubro recuava 0,10%, aos 142.350 pontos.

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O dia também será marcado pela reiterada preocupação com a situação fiscal e o crescimento em várias partes do mundo, com o rendimento dos títulos da dívida do Japão alcançando picos recordes e o ouro também em altas expressivas.

Nos EUA, agentes financeiras ficarão atentos à divulgação dos dados sobre encomendas à indústria e do relatório Jolts, sobre vagas abertas no mercado de trabalho, ambos referentes a julho, enquanto os investidores buscam indicações sobre as próximas movimentações do Fed. Há ampla expectativa de que o banco central dos EUA reduza sua taxa de juro neste mês, com 89% acreditando em uma redução de 0,25 ponto percentual.

Na cena local, a produção industrial registrou queda de 0,2% em julho na comparação com o mês anterior, em um dia cujo noticiário deve ser dominado pela retomada do julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma do STF. A expectativa é de que os advogados de Bolsonaro realizem sua sustentação oral nesta manhã depois que, ao ler seu relatório na terça, o ministro Alexandre de Moraes disse que o Supremo não aceitará intimidações

O mercado digeria ainda o retorno do Tesouro Nacional ao mercado externo com a emissão de títulos soberanos com prazo de cinco anos e o lançamento de uma nova nota de 30 anos, com vencimentos respectivos em 2030 e 2056, anunciando também a possibilidade de troca ou recompra de papéis. O Ministério da Fazenda informou o resultado parcial da operação, com uma captação de US$750 milhões com o título global de cinco anos, que teve taxa final de 5,20% ao ano. Para o título de 30 anos, que ficou com taxa final de 7,5% ao ano, o volume será divulgado nesta quarta-feira.

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Em Wall Street, o Dow Jones Futuro operava estável, o S&P Futuro subia 0,46% e o Nasdaq Futuro tinha alta de 0,67%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista recuava 0,29%, aos R$ 5,459 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha queda de 0,20%, aos 5.494 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista nesta quarta-feira, em meio à avaliação do avanço nos rendimentos dos títulos globais e dos últimos desdobramentos no comércio internacional.

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Em Pequim, o presidente Xi Jinping comandou o maior desfile militar já realizado para marcar os 80 anos da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial. O evento contou com a presença de 26 líderes mundiais, incluindo o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Os mercados europeus operam em alta nesta quarta, revertendo o sentimento negativo da sessão anterior, motivado por temores fiscais regionais que elevaram os rendimentos dos títulos.

O juro do Gilt britânico de 30 anos alcançou o patamar mais alto desde 1998 nas negociações da manhã de terça, enquanto o do Bund alemão equivalente tocou máxima desde 2011 e o do OAT francês atingiu o maior nível desde 2009.

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Globalmente, os rendimentos também vêm subindo, pressionados pelas incertezas ligadas às tarifas comerciais do presidente Donald Trump. Nos Estados Unidos, os yields avançaram na terça-feira após um tribunal federal de apelações considerar ilegais a maioria das tarifas globais impostas pelo governo, decisão que abre a possibilidade de devolução dos valores já arrecadados e aumenta a pressão sobre as contas públicas do país.

Os preços do petróleo operam em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera com as sanções, enquanto o mercado aguarda a reunião da OPEP+ no fim de semana.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta pela segunda sessão consecutiva, com o Goldman Sachs elevando sua previsão de preço médio para o quarto trimestre deste ano de US$ 90 a tonelada para US$ 95 a tonelada.

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(Com Reuters e Bloomberg)