Abertura

Ibovespa Futuro cai com incertezas na guerra comercial voltando ao radar; DIs sobem e dólar cai com Copom

Mercado tem correção frente às altas recentes em meio ao aumento dos riscos no exterior

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quinta-feira (31) pressionado pelo exterior após notícias de que oficiais chineses duvidam da possibilidade de um acordo comercial de longo prazo com os Estados Unidos.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu as taxas de juros em 0,5 ponto percentual, para 5,00% ao ano, e deixou claro que fará um novo corte da mesma magnitude em dezembro, levando a Selic a 4,5%. Apesar disso, o Banco Central desarmou as apostas de um ciclo ainda mais agressivo de reduções nos juros, com casas de análise já projetando Selic abaixo de 4% em 2020.

Às 9h13 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para dezembro tinha queda de 0,39% a 108.570 pontos. O dólar futuro para novembro caía 0,48% a R$ 3,9695, com o real na contramão das demais moedas emergentes, também repercutindo as sinalizações do Copom.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 tem alta de 11 pontos-base a 4,45%, o DI para janeiro de 2023 sobe sete pontos-base a 5,38%. O DI para janeiro de 2025 avança um ponto-base a 6,01%.

O noticiário chinês se acrescenta ao súbito cancelamento da cúpula de países Ásia-Pacífico, em meados de novembro, no Chile, quando existia intenção de que chineses e americanos assinassem a primeira fase do acordo.

Mesmo que a causa seja a onda de protestos que se abate no país latino-americano, a decisão levanta dúvidas sobre quando e onde será que os presidentes Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping se reunirão.

Entre os indicadores, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) apontou que o trimestre encerrado em setembro terminou com uma taxa de desemprego de 11,8%, queda de 2% sobre o trimestre anterior e estável em relação ao mesmo período do ano passado. A população desocupada está em 12,5 milhões de pessoas.

Outros dados importantes, que são o rendimento médio real habitual e massa de rendimento real habitual, permaneceram estáveis em ambas comparações. A população ocupada somou 93,8 milhões, alta de 0,5% na comparação trimestral e aumento de 1,6% na anual.

Bolsas Internacionais

Os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias foram para o terreno negativo após informação da Bloomberg de que autoridades chinesas têm dúvidas sobre a conclusão de um acordo comercial de longo prazo que poderia colocar fim à disputa comercial entre as duas maiores economias globais.

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Segundo a agência, em conversas privadas com visitantes de Pequim e outros interlocutores nas últimas semanas, autoridades chinesas alertaram que não se mexerão nas questões mais espinhosas.

“Eles continuam preocupados com a natureza impulsiva do presidente Donald Trump e com o risco que ele pode recuar até no acordo limitado que os dois lados dizem querer assinar nas próximas semanas”, acrescenta a Bloomberg.

Antes da volta de um possível impasse, os futuros de NY apontavam para um pregão com viés de alta, refletindo a decisão da véspera do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) que decidiu cortar – como esperado pela maioria do mercado – o juros em 0,25 ponto porcentual nos EUA, para um intervalo entre 1,5% e 1,75%.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a política monetária deve se manter apropriada e que será necessário um “aumento sério” na inflação antes das taxas de juros voltarem a ser elevadas. Como a inflação americana está cronicamente abaixo da meta, a fala gera expectativa de que as taxas permaneçam baixas por um longo período.

Os investidores devem monitorar a movimentação das ações de Apple e Facebook, que divulgaram balanços, após o fechamento do pregão, reportando desempenho acima das expectativas do mercado. Entre os resultados corporativos previstos para hoje destaque para Kraft Heinz e Fiat Chrysler (FCA).

Na Ásia, os mercados fecharam de forma mista, após a China informar que a atividade fabril recuou pelo sexto mês consecutivo em outubro. O PMI (Índice de gerentes de compras) oficial chegou a 49,3 em outubro, recuando ante os 49,8 do mês anterior. Níveis abaixo de 50 significam retração da atividade.

Na Europa, os principais índices operam de forma mista, à espera do PIB e em meio ao anúncio da fusão entre FCA e a francesa PSA Peugeot Citroen, criando a quarta maior fabricante de automóveis do mundo. Os mercados locais digerem ainda os balanços de Shell, ING, BNP Paribas e Air France KLM.

Entre as commodities, o petróleo, que vinha em alta durante a madrugada, virou para queda. Já os futuros de minério fecharam em leve alta.

Noticiário Corporativo

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O banco Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,542 bilhões no terceiro trimestre, em linha com as expectativas e 19,6% superior na comparação anual. Em comparação ao segundo trimestre, o lucro líquido recorrente avançou 1,2%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 20,2%, queda de 0,4 p.p. na comparação trimestral, mas alta de 1,2 p.p. na anual.

O GPA reportou lucro líquido dos acionistas controladores no segmento alimentar de R$ 216 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 42,8%. De forma consolidada, o lucro somou R$ 166 milhões, representando uma expansão de 29,9%.

A Lojas Americanas registrou lucro líquido consolidado de R$ 48,2 milhões no terceiro trimestre, um desempenho 54,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A B2W reportou uma redução de 4,9% no prejuízo do terceiro trimestre, que somou R$ 102,5 milhões. O Ebitda ajustado aumentou 15,3%, a R$ 152,3 milhões, com margem de 9,1% (+0,6 p.p.).

A Arezzo reportou lucro de R$ 39,775 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 1% frente resultado de igual intervalo de 2018. O Ebitda somou R$ 83,545 milhões (+18,1%), com margem de 18,9% (+ 1,7 p.p.).

A BR Properties reverteu prejuízo de R$ 37,104 milhões do terceiro trimestre do ano passado para lucro líquido de R$ 25,599 milhões no mesmo período deste ano.

A CESP viu seu prejuízo líquido recuar 92% no terceiro trimestre, para R$ 7,856 milhões. Já a LOG Commercial Properties teve lucro de R$ 23,096 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 114,8%.

A JBS informou que a agência de rating Standard & Poor´s (S&P) elevou a classificação da JBS para BB de BB-, com perspectiva estável.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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