Pré-mercado

Ibovespa futuro abre em queda com pressão do exterior; novas sanções à Rússia e troca de comando da Petrobras seguem no radar

O dólar comercial abre em baixa, renovando a cotação mínima em mais de dois anos; juros futuros avançam

Por  Mitchel Diniz

O Ibovespa futuro opera em leve queda nos negócios desta terça-feira (5), acompanhando o desempenho dos índices no exterior. Em um dia de poucos indicadores econômicos, a guerra na Ucrânia volta ao centro das atenções do mercado, com novas sanções econômicas contra a Rússia previstas para esta semana. Os Estados Unidos já confirmaram que anunciarão novos embargos e a União Europeia (UE) deve ir pelo mesmo caminho.

Às 9h05 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em abril de 2022 operava em baixa de 0,30%, aos 121.160 pontos.

De acordo com a Reuters, a UE deverá suspender importações de carvão, semicondutores e produtos de luxo da Rússia, diz agência. O impacto financeiro do embargo seria de 10 bilhões de euros por ano. A lista de sanções do bloco europeu vai além: madeira, borracha, cimento, produtos químicos, máquinas, e até mesmo vodka e caviar da Rússia devem ter compras interrompidas.

Ainda de acordo com a agência, a UE deverá impedir a entrada de caminhões e embarcações russas nos países integrantes do bloco. O embargo também deve se estender a outros bancos russos e atingir mais oligarcas, militares e políticos da Rússia.

“Acredito que as principais sanções já foram adotadas. A variável principal é se a Alemanha parar de comprar gás da Rússia. Isso é algo que, definitivamente, jogaria os mercados europeus para baixo”, afirmou à Reuters Ewan Markson-Brown, gestor de fundos da CRUX Asset Management.

A minuta da última reunião do Federal Reserve, na qual a autoridade monetária elevou os juros nos EUA pela primeira vez dede 2018, vai ser divulgada amanhã. “A ata do Fomc provavelmente vai incluir detalhes conclusivos sobre o aperto quantitativo, preparando terreno para um anúncio na reunião de maio”, disse Ethan Harris, economista do Bank of America, em relatório.

Por aqui, o destaque segue com o noticiário corporativo e a Petrobras (PETR3, PETR4) no centro das atenções. Após a desistência formal de Adriano Pires, o cargo de presidente da estatal poderá ficar com Caio Mario Paes de Andrade, secretário especial do Ministério da Economia.

O dólar comercial abriu em baixa e recua 0,29%, a R$ 5,594 na compra e R$ 4,595 na venda.

Os juros futuros abriram com tendência de alta: DIF23, +0,03 pp, a 12,65%; DIF25, +0,04 pp, a 11,12%; DIF27 +0,03 pp, a 10,87%; DIF29 +0,03 pp, a 11%.

Em Nova York, os índices futuros também operam em ligeira queda: o Dow Jones futuro recua 0,2%, enquanto os futuros do S&P 500 e da Nasdaq caem, respectivamente, 0,16% e 0,17%.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

Segue sem sinais de correção, mas mudando um pouco a característica do movimento de alta anterior, já que depois de um candle que rompe máxima, acontece uma pequena retração. Para acreditarmos em uma correção mais forte, espero por um candle que feche abaixo do anterior.

Dólar

Tendência de baixa forte, segue com mínimas mais baixas e continuidade dos candles, mostrando força para a queda. Próxima região de suporte: 4.500- 4.550

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