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Ibovespa fecha em queda de 0,9% depois de 7 altas seguidas e antes de Fomc; dólar sobe a R$ 4,88

Mercado termina a sessão com o tão aguardado respiro após um rali impressionante

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (9) seguindo o exterior em um dia de correção depois de 7 altas consecutivas. No radar, os investidores tiveram alguma cautela antes da decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) amanhã.

Contudo, a baixa da Bolsa hoje poderia até ter sido mais acentuada não fosse a força das ações de empresas de alta tecnologia, que avançaram mais uma vez depois do índice Nasdaq ter registrado sua máxima histórica na véspera.

No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo irá unificar programas sociais e lançará o Renda Brasil. Ele destacou que o auxílio emergencial será estendido por mais dois meses e que será retomado o lançamento do Programa Verde e Amarelo para formalizar os empregos.

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Também no noticiário doméstico, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, na segunda-feira à noite, que o governo Jair Bolsonaro retomasse a divulgação na íntegra dos dados acumulados de mortes e casos confirmados de Covid-19 no site do Ministério da Saúde.

Ainda em destaque, está o julgamento de ações contra chapa de Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na pauta desta terça-feira.

Com isso, o Ibovespa teve baixa de 0,92% a 96.746 pontos com volume financeiro negociado de R$ 31,259 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,69% a R$ 4,8871 na compra e a R$ 4,8885 na venda. Já o dólar futuro para julho opera em alta de 1,46% a R$ 4,898 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 teve alta de um ponto-base a 3,14%, o DI para janeiro de 2023 registrou ganhos de dois pontos-base a 4,23% e o DI para janeiro de 2025 avançou seis pontos-base a 5,81%.

Depois do rali das últimas semanas, investidores calculam se essa recuperação dos mercados não ocorreu em um nível superior ao que será a recuperação da economia, que ainda sofre os efeitos do isolamento social imposto pela pandemia.

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“Estamos lidando com muitas incógnitas, apesar da reabertura das atividades econômicas ainda estarem no caminho certo”, disse, à Bloomberg, Frank Tsui, gerente sênior de fundos da Value Partners.

Na segunda-feira, o Banco Mundial informou que a economia global poderia sofrer uma retração de 5,2% em 2020, o que seria a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Essa retração também deixaria mais pessoas em situação de pobreza, em especial nos países emergentes.

Entre os indicadores domésticos, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,36% na primeira prévia de junho, acima do esperado pelos economistas. A mediana das projeções compiladas no consenso Bloomberg apontava para um crescimento de 1,02%. Com o resultado, ficaram para trás os temores de deflação com o recuo de 0,32% no mês anterior.

Também foi importante o dado de pedidos de auxílio-desemprego, que atingiu 960.258 em maio no brasil, um aumento de 53% em relação ao mesmo mês do ano passado. As informações foram divulgadas hoje pelo Ministério da Economia.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2020, os pedidos de seguro-desemprego somam 3,297 milhões, o que significa uma alta de 12,4% em relação ao período entre janeiro e maio de 2019, quando as solicitações somaram 2,934 milhões.

Enfrentamento da pandemia

E a divulgação dos dados sobre o contágio do novo coronavírus no Brasil ganha mais um capítulo. Na segunda-feira à noite, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou que o governo Jair Bolsonaro retomasse a divulgação na íntegra dos dados acumulados de mortes e casos confirmados de Covid-19 no site do Ministério da Saúde.

Desde a semana passada, a pasta alterou horário e a a forma de divulgação dos números da Covid-19 no Brasil. O jornal O Estado de S. Paulo informou que a mudança se deu após o presidente Jair Bolsonaro pedir que o número de mortes publicados ficasse abaixo de mil.

A mudança na forma de divulgação levou um grupo de veículos a fechar uma parceria para buscar as informações junto às secretarias de saúde.

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Pelas contas desse consórcio, o Brasil registrou 849 mortes por Covid nas últimas 24 horas, elevando o número total para 37.312. Pela publicação do Ministério da Saúde, foram 679 óbitos. O número atualizado de mortes acumuladas não está sendo mais informado pela pasta, mas ao somar esse último dado aos dias anteriores, o total seria de 37.134.

Cenário político

Os movimentos contrários ao governo de Jair Bolsonaro, como o Somos Democracia, marcaram um novo ato contra o atual governo para o próximo dia 14, apesar do avanço da Covid-19 no Brasil.

Além das críticas ao governo, os movimentos vão defender a democracia, pautas antirracista e o apoio ao SUS, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo.

Em reação a esses movimentos, Bolsonaro definiu que irá intensificar a polarização com o PT para evitar o fortalecimento de siglas do centro.

Panorama corporativo

As empresas brasileiras seguem buscando forma de equilibrar o seu caixa para lidar com a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

A siderúrgica CSN concluiu o reperfilamento de R$ 300 milhões em dívidas junto à Caixa Econômica Federal. Os valores iriam vencer entre este mês e setembro e agora foram transferidos para o período de 2021 a 2024.

As condições desse reperfilamento não foram divulgadas. A companhia informou que “segue negociando o alongamento de seu passivo financeiro, visando à preservação da liquidez necessária para executar sua estratégia de desalavancagem e geração de valor aos seus acionistas”.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
IRBR312.5106413.22
IGTA35.2162238.93
MULT35.0328224
CIEL34.741384.86
CVCB34.5572924.09

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
GOLL4-5.8774522.58
AZUL4-5.5941525.82
MRVE3-4.7222217.15
PETR4-3.7283621.69
BEEF3-3.524912.59

Já a A Raízen Energia aprovou duas emissões de debêntures, que vão totalizar R$ 1,25 bilhão. Os recursos serão utilizados em investimentos na operação.

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O vencimento dessas operações se dará em dez anos, segundo a companhia.

A B3 informou ainda que irá operar nos feriados paulistas de 9 de julho e 20 de novembro. No dia 11, Corpus Christi, não haverá pregão.

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