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Ibovespa fecha em alta e renova recordes com otimismo generalizado; USIM5 salta 10%

Discussões comerciais entre autoridades chinesas e norte-americanas alimentaram expectativas de um acordo entre as duas maiores economias do mundo

Reuters

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Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS
Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS

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SÃO PAULO (Reuters) -O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, renovando máximas históricas e encostando nos 148 mil pontos, em uma sessão de recordes em Wall Street e nova melhora em previsões de inflação no Brasil, enquanto MBRF (MBRF3) disparou após acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita.

Discussões comerciais entre autoridades chinesas e norte-americanas alimentaram expectativas de um acordo entre as duas maiores economias do mundo, tendo no radar um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping previsto para quinta-feira, o que reverberou na bolsa paulista.

Também repercutiu o encontro de Trump com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo, com o brasileiro afirmando que o norte-americano “garantiu” durante a reunião que Brasil e EUA chegarão a um acordo sobre o comércio.

Viva do lucro de grandes empresas

A semana ainda reserva decisão de juros do Federal Reserve na quarta-feira, com as apostas no mercado sinalizando expectativa de corte de 0,25 ponto percentual.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,55%, a 146.969,1 pontos, renovando máximas, após marcar 147.976,99 na máxima e 146.173,72 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$16,488 bilhões, abaixo da média diária do mês, de R$22,283 bilhões.

De acordo com o analista Nícolas Merola, da EQI Research, trata-se de uma semana muito importante para os mercados, que começou com “pé direito”, em boa parte pelas expectativas para a reunião entre Trump e Xi. Isso, afirmou, está acalmando os mercados e apoiando a busca por ativos de risco.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 1,23%, a 6.875,16 pontos, renovando teto histórico, com agentes também se preparando para um provável corte nos juros pelo Fed e no aguardo de uma agenda cheia de balanços, incluindo os resultados de Alphabet, Meta, Amazon e Microsoft.

Merola citou também o encontro entre Lula e Trump no fim de semana como um componente positivo para a bolsa paulista, mesmo sem nenhuma decisão efetiva. “Mas eles se encontraram, conversaram e, quem sabe, a partir desse encontro as coisas se amenizem para que um novo acordo seja feito”, observou.

Ele ainda chamou a atenção para a temporada de resultados que começa a ganhar fôlego no Brasil e deve ser acompanhada atentamente por investidores. Nesta semana, a agenda inclui os balanços do terceiro trimestre de empresas como Vale, Bradesco, Ambev, Gerdau e Telefônica Brasil, entre outros.

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O pregão no Brasil ainda teve como pano de fundo pesquisa Focus mostrando nova queda nas previsões no mercado para o IPCA em 2025 e 2026, com a mediana das estimativas para este ano recuando para 4,56% e aproximando-se do teto da meta de inflação buscada pelo Banco Central.

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