Números de fechamento

Ibovespa fecha em alta de 1,26% e dólar cai para R$ 5,46; mercado repercute alta de commodities e falas de Lula

Índice descolou mais uma vez das Bolsas em Nova York; no ano, Ibovespa já subiu mais de 3%

Por  Equipe InfoMoney -

O Ibovespa não só emplacou um segundo dia consecutivo de alta, como descolou mais uma vez dos índices no exterior e retomou o patamar dos 108 mil pontos. O índice da Bolsa brasileira encontrou uma conjuntura favorável ao seu desempenho, com dólar e juros operando em forte queda ao longo do dia. No fechamento, o Ibovespa subiu 1,26%, aos 108.013 pontos. O volume financeiro da sessão ficou em R$ 29,9 bilhões. No ano, até agora, a Bolsa já subiu mais de 3%.

Mais uma vez, a valorização das commodities ajudou no desempenho da Bolsa brasileira. As empresas desse segmento tem grande peso no índice e dentre as blue chips o destaque foi novamente a Vale (VALE3), que também emplacou um segundo dia consecutivo de alta, subindo 2,2%, a R$ 88,21.

Os analistas destacam a participação de empresas de peso do índice na valorização da Bolsa brasileiras nos últimos tempos. Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, chama atenção para os desempenhos do banco que, explica, estão em cenário mais produtivo e de margens melhores.

“O problema dos bancos é que se os juros subirem muito, naturalmente haverá mais provisões, por conta do risco de inadimplência. Isso influencia em lucros trimestrais e pode provocar um ajuste de preços”, ressalva Franchini.

No segmento de commodities, Flávio Aragão, sócio da 051 Capital, destaca a importância da China na valorização dos preços. O Banco Central Chinês sinalizou implementar mais estímulos para manter o crescimento econômico em patamar elevado e o próximo passo pode ser um corte no compulsório bancário.

Sobre o petróleo, que hoje renovou máximas em anos no mercado internacional, Aragão aponta para uma preocupação. “O petróleo nesse ritmo vai pressionar inflação e aumenta o risco de uma intervenção do governo na Petrobras”, afirma.

Franchini diz que há espaço para subir, pois a Bolsa está barata, porém ainda é cedo para falar em uma tendência de alta. “Você tem o cenário politico, reformas estruturais que não vão acontecer, resultados de inflação que podem fazer os juros subirem ainda mais, os lucros trimestrais das empresas e o próprio PIB, que pode ser nulo e tende a impactar índices do mercado financeiro”, afirmou.

Analistas da XP afirmam que o comportamento do mercado hoje também repercutiu cenários eleitorais. “O ex-presidente Lula declarou que gostaria de contar com Alckmin em sua chapa, acenando para o centro e animando os mercados”, disseram em nota da equipe de estratégia.

Juan Espinhel, especialista em investimentos da Ivest Consultoria, diz que é uma sinalização de que poderá haver um mandato não tão distante da responsabilidade fiscal.

“O que pode azedar são sinais de que pode haver um rompimento com ciclo de mudanças econômicas no Brasil e, principalmente, as que tocam a questão fiscal. Quando mais próximo das eleições essas afirmações forem feitas, maior será a sensibilidade do mercado. Hoje, mexe um pouco. Daqui a um mês, mexe um pouco mais”, afirmou Espinhel.

O dólar comercial fechou em queda de 1,70%, a R$ 5,465 na compra e R$ 5,466 na venda.

No mercado de juros futuros, os contratos para janeiro de 2023 caíram quatro pontos-base a 12,04%; o DI para janeiro de 2025 recuou 19 pontos-base, a 11,29%; no vencimento janeiro de 2027 a queda foi de 16 pontos-base a 11,29%; e os juros para janeiro de 2029 recuaram 12 pontos-base, a 11,43%.

Já as Bolsas em Nova York, que ensaiaram uma recuperação na abertura, fecharam mais uma vez em forte baixa, mesmo com os balanços trimestrais positivos divulgados hoje.

  • Dow Jones fechou em queda de 0,96% a 35.029 pontos
  • S&P 500 fechou em baixa de 0,97%, a 4.532 pontos
  • Nasdaq recuou 1,15%, a 14.340 pontos

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