Conteúdo editorial apoiado por

Ibovespa entra em região decisiva; suporte ou nova queda? Veja a análise

Apesar da reação recente, o Ibovespa continua em uma região técnica decisiva, com suportes e resistências que podem determinar os próximos movimentos do mercado.

Rodrigo Paz

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

O Ibovespa voltou a fechar no positivo após três sessões consecutivas de queda, encerrando o último pregão com alta de 0,64%, aos 172.787 pontos. Apesar da recuperação, o índice ainda permanece em uma fase de consolidação iniciada após renovar a máxima histórica em 199.354 pontos, em abril. A defesa da região dos 167.650 pontos interrompeu a pressão vendedora recente, enquanto o retorno acima das médias móveis de curto prazo melhora a leitura técnica, mas ainda sem confirmar uma retomada da tendência de alta.

Na minha leitura, o mercado segue em um momento de definição. Tanto no gráfico diário quanto no semanal, o comportamento do índice próximo às principais regiões de suporte e resistência será decisivo para indicar se o Ibovespa retomará o fluxo comprador ou voltará a acelerar o movimento corretivo iniciado após o topo histórico.

Análise técnica Ibovespa (IBOV)

No gráfico diário, observo que o Ibovespa voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, após encerrar a última sessão em alta de 0,64%, aos 172.787 pontos. O IFR (14) marca 49,93 pontos, em região neutra, reforçando um cenário de equilíbrio entre compradores e vendedores.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, o índice segue em consolidação e precisará romper as resistências em 174.425 e 178.340 pontos para fortalecer o movimento de recuperação. Acima dessas regiões, poderá buscar 181.560, 187.780, 192.890 e, posteriormente, a máxima histórica em 199.354 pontos.

Por outro lado, a perda do suporte em 167.650 pontos poderá recolocar o índice sob pressão, abrindo espaço para novas quedas em direção aos 164.780, 161.745, 157.000 e 153.570 pontos.

Confira nossas análises:

Continua depois da publicidade

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, o Ibovespa acumula alta de 7,24% em 2026, mas segue em consolidação após renovar a máxima histórica em 199.354 pontos. Vale destacar que, no pico do movimento de alta, o índice chegou a registrar valorização superior a 23% antes de iniciar o processo corretivo.

Atualmente, o índice negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, enquanto o IFR (14) está em 48,53 pontos, em região neutra, indicando um mercado ainda sem direção predominante.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, a faixa de 167.650 pontos permanece como o principal suporte do médio prazo. Caso esse nível seja perdido, o movimento corretivo poderá ganhar força e levar o índice aos suportes em 164.780, 154.055, 147.575, 140.230 e 131.550 pontos.

Continua depois da publicidade

Por outro lado, para retomar o fluxo comprador, será importante recuperar inicialmente a região das médias móveis e superar a resistência em 174.425 pontos. Acima desse patamar, o Ibovespa poderá buscar 181.225, 192.625 e novamente a máxima histórica em 199.354 pontos.

Enquanto permanecer dentro da atual faixa de consolidação, sigo entendendo que o mercado ainda aguarda um rompimento mais consistente para definir sua próxima tendência.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Continua depois da publicidade

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice