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Ibovespa tem 7ª baixa seguida em dia de vencimentos e balanços; Embraer salta 4%

Dados de inflação dos EUA e de serviço no Brasil também estiveram no radar

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SÃO PAULO, 12 Ago (Reuters) – O Ibovespa fechou com leve baixa nesta quarta-feira, em um pregão marcado pelo desempenho positivo da Embraer (EMBJ3), que ajudou a limitar as perdas do índice. O mercado brasileiro continuou pressionado por preocupações com o cenário macroeconômico doméstico, além das incertezas envolvendo as eleições e o ambiente geopolítico internacional.

Principal índice acionário da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 0,23%, aos 167.491,07 pontos, acumulando o sétimo pregão consecutivo de queda.

Ao longo da sessão, o índice chegou a voltar a operar acima dos 168 mil pontos, atingindo máxima de 168.309,55 pontos, mas perdeu força na reta final dos negócios. Na mínima do dia, marcou 167.141,82 pontos.

O giro financeiro totalizou R$ 52,8 bilhões antes dos ajustes finais, em uma sessão influenciada também pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice, além da repercussão de balanços corporativos.

Na véspera, o Ibovespa havia tombado 2,5%, encerrando aos 167.874,64 pontos, o menor nível de fechamento desde 20 de janeiro. Com a sequência de sete pregões negativos, o índice acumula desvalorização de 5,9%, ampliando a distância em relação às máximas históricas registradas em abril, quando superou os 199 mil pontos no intradia.

A correção recente tem sido impulsionada principalmente pela retirada de recursos de investidores estrangeiros. Embora o fluxo externo siga positivo em cerca de R$ 29 bilhões no acumulado do ano até 10 de agosto, esse montante já foi bem maior, alcançando quase R$ 68 bilhões em meados de abril.

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Somente em agosto, segundo dados da B3, o saldo dos investidores estrangeiros na bolsa está negativo em R$ 7,2 bilhões.

Saiba mais:

Entre os fatores que têm pesado sobre os ativos brasileiros estão as dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia em um ambiente de juros elevados por mais tempo, além da aproximação do calendário eleitoral e de um cenário externo menos favorável.

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Nos Estados Unidos, dados divulgados nesta quarta-feira mostraram inflação em linha com as expectativas de mercado em julho, mas acelerando em relação ao mês anterior.

Já o petróleo encerrou o dia praticamente estável, enquanto investidores seguem monitorando as negociações entre Estados Unidos e Irã e os desdobramentos para a normalização do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global da commodity.

DESTAQUES

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Embraer (EMBJ3) avançou 4%, dando sequência ao tom positivo após a fabricante de aeronaves divulgar lucro acima das expectativas do mercado no início da semana e elevar suas projeções de margem operacional e geração de caixa para 2026. No acumulado de agosto, os papéis já sobem 10,69%.

Vale (VALE3) ganhou 0,74%, acompanhando o desempenho favorável das mineradoras no exterior, em meio à estabilidade dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China.

Petrobras (PETR4) recuou 0,5%, registrando a terceira queda em quatro sessões desde a divulgação dos resultados trimestrais e da sinalização da administração de que o pagamento de dividendos extraordinários neste ano é muito improvável. No mercado internacional, o petróleo Brent fechou com leve alta de 0,08%.

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Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,46%, acompanhando o desempenho negativo predominante entre os grandes bancos do índice. Banco do Brasil (BBAS3), que divulga seus resultados do segundo trimestre após o fechamento do mercado, perdeu 1,45%.

Direcional (DIRR3) recuou 4,72%, após divulgar lucro líquido de R$ 202 milhões no segundo trimestre. Em teleconferência, o presidente-executivo afirmou esperar uma normalização da demanda após o impacto provocado pela Copa. No mesmo setor, Cury (CURY3) caiu 2%, após reportar lucro líquido de R$ 311 milhões no trimestre, alta de 16,5% na comparação anual.

Taesa (TAEE11) encerrou com queda de 1,57%, embora tenha reduzido as perdas observadas no início do pregão. A transmissora reportou lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões no segundo trimestre de 2026, retração de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia também anunciou a distribuição de R$ 123,8 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 82,9 milhões em dividendos intercalares.

B3 (B3SA3) fechou em baixa de 0,35%, alternando sinais ao longo da sessão. O resultado divulgado na véspera mostrou lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre, praticamente em linha com as projeções do mercado. A receita líquida atingiu R$ 2,8 bilhões, crescimento de 8,8%, enquanto as despesas aumentaram 15,5%, para R$ 975,6 milhões. Em teleconferência, o diretor financeiro da companhia afirmou enxergar uma tendência positiva para os volumes negociados diante da proximidade das eleições.