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As ações da B3 (B3SA3) fecharam em leve baixa nesta quarta-feira (12), apesar de o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26) ter sido considerado sólido e, de modo geral, em linha com as expectativas.
A leitura dos bancos, porém, aponta para um lucro de menor qualidade, diante de efeitos não recorrentes que ajudaram o resultado.
Os papéis da companhia caíram 0,35%, a R$ 14,24, após chegarem a cair mais de 1% no intraday.
A operadora da Bolsa brasileira reportou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão no 2T26, alta de 28% em base anual e de 15% frente ao trimestre anterior, em linha com a estimativa do Bradesco BBI e do mercado.
Segundo o BBI, o resultado foi impactado por itens não recorrentes já esperados, incluindo benefício fiscal de R$ 277 milhões ligado ao pagamento extraordinário de JCP, ganho de R$ 124 milhões com a venda da Dimensa e despesas extraordinárias de R$ 41 milhões relacionadas a mudanças na diretoria executiva.
A receita bruta, por sua vez, caiu 4% frente ao trimestre anterior, mas cresceu 12% em base anual, ficando 1% acima da estimativa do BBI.
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O Bradesco BBI avaliou os resultados da B3 como neutros a levemente positivos, com números em linha com as expectativas e as principais surpresas concentradas nas despesas.
O trimestre foi pressionado por um impacto de R$ 41 milhões relacionado à mudança na diretoria, mas esse efeito foi parcialmente compensado por um melhor resultado financeiro, pelo ganho com a venda da Dimensa e por uma maior captura de benefícios fiscais via JCP (juros sobre capital próprio).
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Para frente, o BBI vê potencial para revisões positivas nas estimativas para 2026, diante da aceleração desses benefícios fiscais. Por outro lado, um cenário de volumes mais moderados pode limitar parte desse efeito em 2027.
A XP Investimentos também classificou o trimestre como neutro, dado que a B3 foi impactada negativamente por um ambiente macroeconômico mais fraco, mas demonstrou novamente sua capacidade de entregar crescimento de resultados mesmo em um cenário menos favorável para negociação, reforçando os benefícios de sua estratégia de diversificação.
Na avaliação do JPMorgan, o resultado não foi excepcional, mas foi razoável, especialmente diante do cenário atual. Em bases comparáveis, o resultado ficou 3% acima da estimativa do JPMorgan, principalmente devido às receitas de ações e derivativos, que já haviam sido divulgadas anteriormente.
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Já o Itaú BBA destacou que o resultado final foi forte, mas apresentou qualidade inferior, especialmente em comparação com o 1T26. O pagamento extraordinário de JCP gerou um benefício fiscal de R$ 277,5 milhões, enquanto a venda da participação da B3 na Dimensa adicionou R$ 123,9 milhões ao resultado.
Esses efeitos ocorreram em um cenário operacional mais fraco, com o ADTV (volume financeiro médio diário) de ações à vista recuando 10,1% na comparação trimestral e o ADV (volume médio diário) de derivativos caindo 15,8%.
