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O cenário segue desafiador para o mercado brasileiro, enquanto os ativos internacionais continuam renovando máximas e sustentando uma forte tendência de alta. O Ibovespa ampliou o movimento corretivo após registrar máxima histórica em 199.354 pontos, acumulando a sétima semana consecutiva de queda. Em contrapartida, as bolsas americanas seguem impulsionadas por forte fluxo comprador, enquanto o dólar futuro tenta consolidar uma recuperação de curto prazo.
No exterior, o Nasdaq Composite renovou máxima histórica em 30.470 pontos, enquanto o S&P 500 também atingiu novos recordes e segue em movimento esticado de alta. Já o Bitcoin permanece abaixo dos US$ 80 mil, negociando abaixo das médias móveis e sinalizando enfraquecimento da recuperação observada nas semanas anteriores.
Com isso, vê-se uma clara divergência entre Brasil e exterior. Enquanto o Ibovespa segue pressionado por um fluxo corretivo consistente, os mercados americanos continuam renovando máximas históricas. O foco agora está na defesa dos suportes do índice brasileiro, na continuidade da recuperação do dólar e na capacidade das bolsas americanas sustentarem o forte rali recente.
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Análise técnica do Ibovespa
Pelo gráfico diário, observa-se que o Ibovespa segue em tendência corretiva desde a máxima histórica em 199.354 pontos registrada em abril. O índice encerrou a última semana com queda de 1,37%, acumulando a sétima semana consecutiva no negativo. Na última sessão, recuou 0,73%, fechando aos 173.787 pontos.
O cenário técnico continua pressionado, especialmente pela proximidade do importante suporte em 173.543 pontos. O IFR (14) marca 33,25, permanecendo em zona neutra, mas já próximo da sobrevenda, condição que pode favorecer repiques técnicos no curto prazo.
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Para retomar uma estrutura mais positiva, o índice precisará superar as médias móveis e as resistências em 178.340/181.560 pontos, abrindo espaço para 187.780/192.890 pontos e, posteriormente, para a máxima histórica em 199.354 pontos.
Por outro lado, a perda dos 173.543 pontos pode acelerar a pressão vendedora, com alvos em 171.815/164.780 pontos e, em um cenário mais amplo, nas regiões de 161.765/157.300 pontos.

Confira a análise dos minicontratos:
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Análise técnica do Dólar
No dólar futuro, sigo vendo uma tendência principal de baixa, embora o ativo tenha mostrado alguma recuperação nas últimas semanas. O contrato encerrou o período com alta de 0,44%, mas fechou a última sessão em leve baixa de 0,16%, aos 5.073,5 pontos.
O ativo permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e continua negociando dentro de um canal de baixa. Uma eventual superação da linha de tendência de baixa (LTB) desse canal pode ampliar o fluxo comprador. O IFR (14) em 55,04 segue em região neutra.
Para ampliar a recuperação, será necessário romper 5.123/5.225,5 pontos, abrindo espaço para 5.294/5.383,5 pontos e, posteriormente, para 5.446 pontos.
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Já para retomar a tendência de baixa, o contrato precisará perder 5.000/4.910 pontos, o que pode abrir caminho para 4.842/4.798,5 pontos e depois 4.752,5/4.697 pontos.

Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq segue como um dos grandes destaques do mercado global. O índice renovou máxima histórica em 30.470 pontos, registrou a segunda semana consecutiva de alta e encerrou maio com valorização de 10,49%.
Atualmente negociando aos 30.333 pontos, o índice permanece acima das médias móveis e sustentado por forte fluxo comprador. Apesar disso, o movimento já se mostra bastante esticado, o que exige atenção para possíveis correções de curto prazo.
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Para continuidade da alta, será necessário superar 30.470 pontos, abrindo espaço para 30.770/31.365 pontos e depois 32.440/32.770 pontos.
Uma correção mais relevante dependeria da perda de 29.675/28.600/27.820 pontos, com suportes posteriores em 26.988/26.412 pontos e 25.842/25.382 pontos.

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Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 também segue renovando recordes e mantém forte tendência de alta. O índice encerrou maio com valorização de 5,15% e negocia próximo da máxima histórica em 7.599 pontos, atualmente cotado aos 7.580 pontos.
A estrutura segue amplamente positiva, sustentada por forte fluxo comprador e negociação acima das médias móveis. Ainda assim, o avanço contínuo aumenta o risco de movimentos corretivos pontuais.
Para continuidade da alta, o índice precisa superar 7.599 pontos, abrindo espaço para 7.640/7.715 pontos e depois 7.860/8.000 pontos.
Já uma correção exigiria a perda de 7.500/7.333 pontos, o que poderia levar o índice para 7.272/7.107/7.046 pontos e posteriormente 6.978/6.887 pontos.

Análise do Bitcoin
O Bitcoin continua mostrando perda de força após falhar no rompimento da resistência em US$ 82.850. O ativo permanece abaixo dos US$ 80.000 e segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
A leitura técnica continua fragilizada no curto prazo, aumentando a possibilidade de novos testes em regiões inferiores caso a pressão vendedora persista.
Para retomar a recuperação, será necessário superar US$ 74.450/US$ 78.200/US$ 82.850, abrindo espaço para US$ 84.650/US$ 91.224, com projeções mais longas em US$ 97.624 e US$ 100.000.
Por outro lado, a perda de US$ 72.510/US$ 70.466 pode acelerar o movimento de baixa, levando o ativo para os suportes em US$ 65.000/US$ 60.000.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
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- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
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