Temporada de balanços

Hypera Pharma (HYPE3) tem lucro líquido de R$ 366 milhões no quarto trimestre, alta de 12,6%

Aquisição da família de medicamentos Buscopan e da Takeda impulsionam resultado da farmacêutica

Por  Vitor Azevedo -

A Hypera Pharma (HYPE3) lucrou de forma líquida R$ 366 milhões no quarto trimestre de 2021, número 12,6% maior do que os R$ 324,9 milhões do mesmo período de 2020.

A receita líquida da companhia avançou 43,3% na base anual, saindo de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,62 bilhão. A Hypera explica que o número foi impulsionado pela contribuição do portfólio de medicamentos adquirido da Takeda e da família Buscopan, bem como pelo crescimento de 16,3% do sell-out orgânico no período – 2,1 pontos percentuais superior ao crescimento do mercado.

“O crescimento do sell-out orgânico acima do mercado no ano e no trimestre é resultado das iniciativas da Companhia para impulsionar seu crescimento sustentável, com destaque para a aceleração do ritmo de lançamentos nos últimos anos, o aumento da capacidade de produção e os investimentos em suas marcas líderes”, comenta a Hypera no documento publicado na noite desta quinta-feira (24).

A Hypera destaca ainda que o crescimento do sell-out junto com sinergias operacionais resultantes das aquisições permitiu que o Ebitda chegasse a R$ 2,05 bilhões, alta de 70,6% no ano, com a margem saindo de 29,4% para 34,6%.

“Esse crescimento também contribuiu para que a Companhia alcançasse um lucro líquido de R$1,6 bilhão no ano, em linha com o guidance estipulado para o período, e registrasse geração operacional de caixa recorde de R$1,3 milhão”, afirmou.

Apesar de a receita ter crescido, a companhia viu suas despesas com vendas recuarem 8,8% na base anual, para R$ 143,3 milhões. As despesas gerais e administrativas, do outro lado, aumentaram 1,4%, chegando a R$ 64,1 milhões, bem como as despesas com marketing, que subiram 13,9%, para R$ 244,7 milhões.

O resultado financeiro da Hypera talvez tenha sido o destaque negativo, com o prejuízo saltando 98,6%, chegando a R$ 134,6 milhões. A companhia fechou dezembro com um endividamento líquido de R$ 5,1 bilhões, ante R$ 764,1 milhões no mesmo período de 2020.

“A variação deste número é resultado do aumento das despesas com juros pelo maior endividamento da companhia, decorrente principalmente do pagamento pela aquisição do portfólio de medicamentos adquirido da Takeda e do aumento da taxa Selic”, explicou a Hypera.

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