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SÃO PAULO – Visando auxiliar o investidor que está em busca de aplicações em fundos de investimento, o banco HSBC traçou perspectivas para quatro dos principais tipos de fundos: ações, renda fixa, DI e cambial.
Segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), juntas, estas quatro classes de fundos respondem por 61,58% da indústria brasileira de fundos de investimento em termos de patrimônio líquido. Em 19 de junho, o patrimônio líquido total dos fundos de investimento do país era de pouco mais de R$ 1,035 trilhão.
Fundos de ações
A começar pelos fundos de ações, os analistas do HSBC destacam que a última semana foi marcada por um pouco mais de volatilidade no mercado de ações. A despeito desta recente volatilidade, a instituição acredita que o cenário de investimentos continua favorável, embora os preços dos ativos já estejam mais justos e, portanto, mais sujeitos a oscilações de curto prazo.
Neste contexto, o HSBC reitera sua preferência a fundos de ações de perfil diferenciado, por apresentarem uma estratégia ativa que busca superar os índices do mercado acionário, como, por exemplo, o Ibovespa e o IBrX-100.
Na renda fixa, preferência aos pré-fixados
Na avaliação do HSBC, a última semana se mostrou negativa ao mercado de renda fixa, seguindo a alta das taxas de juros nos EUA. Contudo, as perspectivas para este tipo de aplicação seguem positivas.
“Ainda vemos bons fundamentos econômicos para recomendar investimentos em fundos de renda fixa, uma vez que a inflação continua bem comportada e o ritmo de crescimento segue dentro do potencial do Brasil”, diz a equipe de analistas do banco.
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A aposta é de que o Copom (Comitê de Política Monetária) dará continuidade à trajetória de cortes na taxa básica de juro do país, sendo que tal perspectiva favorece as posições pré-fixadas. Pelas projeções do HSBC, a Selic encerrará 2007 em 10,75% ao ano.
DI ainda apresenta retornos atraentes
Apesar da perspectiva de continuidade de queda na taxa básica de juro brasileira, a equipe de analistas do HSBC acredita que não houve alteração significativa na estratégia para investimentos em fundos referenciado DI.
“Com as taxas de juros no Brasil ainda em patamares altos, essa categoria de investimentos deve continuar apresentando retornos atraentes”, dizem os especialistas do banco.
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Não se deixe enganar pela recente alta do dólar
Apesar da recente alta do dólar, que encerrou a última semana com apreciação de 1,67% frente à moeda brasileira, o HSBC acredita que os fatores estruturais que forçaram o câmbio para baixo seguem presentes, com a balança comercial registrando elevados superávits e o fluxo de recursos financeiros permanecendo positivo.
Neste contexto, os analistas da instituição mantiveram recomendação negativa para os fundos cambiais que, apesar dessa volatilidade de curto prazo, devem ficar abaixo do CDI no médio prazo.