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11h56: Usiminas (USIM5, R$ 0,98, +7,69%)
Segundo notícia da Reuters, o grupo siderúrgico Ternium, parte da italiana Techint, considera o Brasil como um investimento de longo prazo e não está avaliando no momento se desfazer de sua participação na Usiminas, apesar da briga com a sócia japonesa Nippon Steel pelo controle da companhia brasileira.
“Nós conversamos constantemente com a Nippon Steel sobre como ajudar a empresa (Usiminas) da melhor maneira (…) O Brasil é muito importante para a Ternium e faz sentido permanecer na companhia pensando no longo prazo. Não estamos dispostos a vender nossa parte neste momento”, disse o presidente da Ternium, Daniel Novegil, em teleconferência com analistas nesta quarta-feira.
Na semana passada, uma fonte com conhecimento direto no assunto havia afirmado à Reuters que a Nippon Steel seguia interessada em comprar a participação do grupo Techint na Usiminas se a sócia italiana na maior produtora de aços planos do Brasil eventualmente decidir sair do negócio.
A Usiminas tem vencimentos de 1,9 bilhão de reais este ano e caixa de cerca de 2 bilhões de reais. A empresa encerrou 2015 com geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) negativa em 2,318 bilhões de reais e japoneses e italianos estão travando discussões sobre a melhor forma de fortalecer as finanças da companhia.
A Nippon prefere que a Usiminas promova um aumento de capital, associado à renegociação de dívidas da siderúrgica com bancos credores, mas a Techint não quer colocar recursos na companhia brasileira enquanto o acordo de acionistas não for reformado após o racha entre os sócios ocorrido em setembro de 2014.
“No momento, nós não consideramos o aumento capital como uma opção porque existem muitas coisas que precisam ser feitas antes”, afirmou Novegil durante a teleconferência nesta quarta-feira. “Existem diversas medidas que podem ser tomadas para solucionar esse problema: renegociar a dívida com os bancos; vender ativos não estratégicos; usar os 70 por cento do caixa da Musa (mineradora) que são da Usiminas; vender a Usiminas Mecânica e promover uma reestruturação financeira na companhia”, acrescentou o executivo.
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11h40: Embraer (EMBR3, R$ 29,64, +0,41%)
O presidente da Embraer, Frederico Curado, disse, em entrevista à Bloomberg, que vai decidir o que fazer com a fábrica na China no 1° semestre. O fechamento da planta de jatos executivos vem sendo levantado desde a metade do ano passado, em meio à desaceleração das vendas. Uma reportagem da Bloomberg do ano passado apontava que a demanda por aeronaves privadas na China estava em queda devido ao combate à corrupção impulsionado pelo presidente Xi Jinping, o que leva potenciais compradores a evitarem sinais de ostentação.
Veja mais: Ação contra corrupção pode fechar fábrica da Embraer na China
11h30: Gerdau (GGBR4, R$ 3,60, -4,51%)
As ações da Gerdau abriram em forte queda hoje, com baixa de mais de 8%, mas logo amenizaram os ganhos. Já os papéis da sua holding, a Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,17, +9,30%), seguem em forte movimento negativo, após ter registrado queda de 13,18% na mínima do dia, a R$ 1,12.
A Polícia Federal realizou buscas em sedes do grupo siderúrgico nesta quinta-feira, no âmbito da operação Zelotes, que investiga fraudes em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), disse à Reuters uma fonte que pediu para não ser identificada. As buscas estão sendo realizadas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Pernambuco.
Em nota, a Gerdau confirmou que a Polícia Federal está, hoje pela manhã, em suas dependências. A empresa afirmou que “está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Federal”. “Gerdau não concedeu qualquer autorização para que seu nome fosse utilizado em pretensas negociações ilegais, repelindo veementemente qualquer atitude que tenha ocorrido com esse fim”, afirmou.
11h29: Oi (OIBR4, R$ 1,54, -8,88%) e TIM (TIMP3, R$ 6,44, +0,94%)
A Oi cai forte após a notícia de que a companhia de investimentos sediada em Londres LetterOne, controlada pelo bilionário russo Mikhail Fridman, afirmar que não pode mais prosseguir com um plano de apoiar uma fusão entre a companhia e a TIM.
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“A L1 Technology foi informada pela TIM que (…) não quer entrar em mais negociações sobre a facilitação de uma fusão entre Oi e TIM no Brasil”, afirmou a LetterOne em comunicado. “A intenção da L1 Technology era destravar o potencial vislumbrado para este acordo por meio de uma estrutura em que todas as companhias estariam alinhadas. Entretanto, sem a participação da TIM, a L1 Technology não pode mais prosseguir com o acordo proposto como anteriormente vislumbrado”, afirmou a companhia.
11h00: MRV Engenharia (MRVE3, R$ 10,25, +0,59%)
As ações da MRV Engenharia disparam 15% nos últimos 9 pregões e vão para máxima desde março de 2013. A arrancada ocorre em meio à notícia de que a empresa estaria perto de aprovar um projeto de R$ 1,6 bilhão na região norte de São Paulo, segundo edição digital da revista Exame, que não cita como obteve a informação.
10h44: Ambev (ABEV3, R$ 17,60, -3,18%)
As ações da Ambev desabam após balanço e ajudam a trazer um sentimento negativo no mercado. Apesar da forte queda, o mercado, no geral, disse que o balanço veio em linha o esperado, mas sem surpresas positivas. Para Haitong, XP Investimentos e BTG Pactual, o balanço veio neutro.
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Vento contrário veio do balanço de sua controlada AB InBev, que também reportou balanço nesta manhã. O grupo, que mostrou resultado abaixo das estimativas do mercado, alertou para desaceleração nos mercados emergentes, tais como Brasil e China, que poderia pressionar os números em 2016. A perspectiva pessimista veio após o maior grupo de bebidas do mundo mostrar alta de 6,6% no lucro no quarto trimestre, para US$ 4,3 bilhões, abaixo das expectativas do mercado.
De volta aos números da Ambev, a companhia reportou lucro líquido de R$ 4,35 bilhões no quarto trimestre, queda de 7,9% em relação ao mesmo período de 2014. No acumulado do ano passado, o lucro líquido da empresa ficou em R$ 13,24 bilhões, avanço de 6,3% sobre os R$ 12,45 bilhões de 2014.
Enquanto isso, a receita líquida registrou uma alta de 25% nos três últimos meses de 2015, ficando em R$ 15,30 bilhões, ao passo que, no acumulado do ano passado, a evolução da receita foi de 22,7%, passando de R$ 38,08 bilhões em 2014 para R$ 46,72 bilhões. Segundo a companhia, a melhora ocorreu por conta de crescimentos de vendas no Brasil (+7,0%), América Central e Caribe (+10,0%), América Latina Sul (+24,7%) e no Canadá (+4,0%).
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10h40: Bancos
Os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 13,01, -0,46%) descolam do restante do setor e registram leve queda após balanço do 4° trimestre. Para o BTG Pactual, a primeira leitura é de um resultado mais fraco, com provisões sobre devedores duvidosos mais alta compensado por uma alíquota menor. No mesmo momento, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 24,80, +0,49%), Bradesco (BBDC4, R$ 20,87, +0,92%) e Santander (SANB11, R$ 14,21, +0,78%) registravam leves ganhos.
Os analistas ressaltaram que o resultado do banco veio cheio de ajustes, com lucro ajustado de R$ 2,65 bilhões no trimestre, muito abaixo do consenso do mercado de R$ 2,72 bilhões, e com qualidade pior. “Gostamos muito do anúncio feito ontem de redução do payout (dividendos/lucro líquido) para 25%, contra 40% anteriormente, pois achamos que é um movimento na direção correta, mas achamos que o papel pode sofrer por conta desse trimestre”, comentaram os analistas do BTG.
Em 2015, o Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 14,4 bilhões em 2015, o que representa uma alta de 28% ao obtido no ano anterior, quando os ganhos somaram R$ 11,24 bilhões. Entre outubro e dezembro, os ativos do banco somaram R$ 1,51 trilhão, um crescimento de 9,7% em 12 meses. Com isso, o lucro líquido por ação do BB alcançou R$ 5,05 em 2015. A remuneração aos acionistas atingiu R$ 5,7 bilhões no ano. Só no último trimestre do ano, o valor por ação foi de R$ 0,89. O Banco do Brasil foi o último banco a apresentar o resultado de 2015. No início do mês, o Itaú Unibanco anunciou ter registrado lucro de R$ 23,35 bilhões, enquanto o lucro líquido do Bradesco cresceu para R$ 17,19 bilhões em 2015. Já o banco Santander Brasil registrou lucro de R$ 6,624 bilhões no ano passado.
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10h30: Vale (VALE3, R$ 11,29, -3,59%; VALE5, R$ 8,25, -4,07%)
As ações da Vale caem forte nesta sessão após o resultado fraco da companhia. A companhia anunciou um prejuízo de R$ 44,2 bilhões em 2015, revertendo o lucro de R$ 954 milhões do ano anterior. Apenas no quarto trimestre, o resultado da companhia foi negativo em R$ 33,2 bilhões, uma piora expressiva sobre o prejuízo de R$ 4,8 bilhões do mesmo período de 2014.
Entre os fatores para essa piora a companhia cita os maiores “impairments” no ano passado – instrumento que adequa o ágio pago nas aquisições no exterior à realidade atual do mercado – e à depreciação de 47% do real contra o dólar.
Segundo a XP Investimentos, apesar de continuar observando redução no custo por tonelada, o resultado foi fraco, refletindo o cenário desafiador do setor. “Tivemos efeito positivo não-recorrente nos números desse trimestre e uma performance ruim no segmento de Metais Básicos. Junto a isso, a endividamento continua aumentando, atingindo níveis que chamam atenção (3,6 vezes a dívida líquida/Ebitda”.
Já o BTG Pactual comentou que o resultado da companhia vem bem “poluído e com baixa qualidade”. Ebtida reportado veio em linha, mas número foi inflado por ajuste contábil de US$ 331 milhões, comentaram os analistas. Eles destacam ainda que a companhia teve queima de caixa relevante (em US$ 600 milhões no trimestre), com alavancagem, medida pela dívida líquida/Ebitda, indo para perto de 4 vezes, podendo piorar.
Cabe lembrar a forte queda do preço do minério de ferro. A commodity negociada em Qingdao teve baixa de 3,66%, a US$ 49,75 a tonelada.
10h25: Petrobras (PETR3, R$ 7,18, +2,13%;PETR4, R$ 4,99, +2,46%)
As ações da Petrobras sobem apesar da queda do brent, que registra baixa de 0,84%, a US$ 34,12 o barril. O Plenário do Senado aprovou ontem (24) o projeto de lei que acaba com a participação obrigatória da Petrobras na exploração dos campos do pré-sal. O texto, que agora será votado na Câmara, estabelece que a estatal terá a prerrogativa de escolher se quer ser operadora do campo ou se prefere se abster da exploração mínima de 30% a que a lei a obriga atualmente.
“A extinção do modelo de partilha ajuda, mas não resolve o problema da companhia que tem R$ 506 bilhões de dívida e 73% desse montante em dólar e com o preço do petróleo em baixa. Seguimos céticos com o ativo”, afirma a XP Investimentos.
Cabe lembrar que, ontem, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito da Petrobras para “B3” ante “Ba3”, que já era grau especulativo, após retirar mais cedo o selo de bom pagador do Brasil. A perspectiva para o rating é negativa. A nota foi cortada de Baa3 para Ba2. Segundo a agência, o rebaixamento reflete a deterioração de liquidez da empresa, o fluxo de caixa negativo, o alto nível de endividamento, o risco de desvalorização do real e desafios operacionais no atual ambiente econômico do Brasil. A Moody’s acredita que a o fluxo de caixa da Petrobras continuará negativo no futuro próximo, uma vez que seu setor de exploração e produção sofre com os preços extremamente baixos do petróleo e as operações de refino são impactadas pela fraca demanda, alta concorrência e instabilidade da moeda. A empresa também enfrenta sérios riscos em relação às investigações de corrupção do esquema Lava-Jato e das ações coletivas internacionais.
10h15: Telefônica (VIVT4, R$ 36,56, +1,70%)
As ações da Telefônica registram alta após o resultado do quarto trimestre. O lucro líquido reportado pela companhia atingiu R$ 1,11 bilhão no quarto trimestre, queda de 10,7% em relação a um ano antes. Ao longo de 2015 o lucro recuou 36,4%, para um total de R$ 3,3 bilhões. A companhia registrou receita líquida de R$ 10,7 bilhões no trimestre, alta de 3,4% em relação a igual período de 2014, e fechou o ano em R$ 42 bilhões, 4,8% a mais na comparação anual. Segundo o BTG Pactual, o balanço da companhia confirmou a consideração de que a empresa é a mais integrada no setor do Brasil. Os analistas também destacam a margem Ebitda surpreendente e ressalta que o valuation da empresa está atrativo.
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