Hapvida (HAPV3) cai mais de 8% em nova sessão de ajuste após rali recente

Companhia chegou a subir mais de 15% em quatro pregões

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Projeto de hospital da Hapvida (Divulgação)
Projeto de hospital da Hapvida (Divulgação)

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As ações da Hapvida (HAPV3) ampliavam as perdas nesta terça-feira (28), após já terem recuado 6,67% na sessão anterior, em um movimento de ajuste depois de quatro altas consecutivas que acumularam valorização superior a 15%. Os papéis da operadora de saúde recuaram 8,44%, cotados a R$ 12,04, caindo 15,05% em dois pregões.

No final da sexta-feira, a companhia divulgou que seus acionistas controladores, que vinham aumentando a fatia na empresa, reduziram a participação para 52,47% — ou 55,51% quando excluídas as ações em tesouraria.

O Morgan Stanley avalia que a empresa continua pressionada por questões específicas após trimestre fraco. Entre os principais pontos estão a queda no número de beneficiários, o aumento relevante dos custos, a concorrência mais acirrada, maiores provisões e uma geração de caixa ainda limitada.

O Morgan Stanley projeta uma perda líquida significativa de 60 mil beneficiários em relação ao trimestre anterior. A taxa de sinistralidade deverá continuar a aumentar em relação ao ano anterior, atingindo 73,6%, impulsionada pela pressão constante sobre as solicitações de reembolso, à medida que a empresa aumenta as aprovações de procedimentos para mitigar o risco de litígios.

A equipe do Morgan também destaca que a subutilização de ativos hospitalares deverá pressionar ainda mais os custos, enquanto um ambiente altamente competitivo provavelmente limitará a capacidade da empresa de repassar essas pressões por meio dos preços.

Apesar dos esforços contínuos de eficiência, o banco prevê que as provisões para despesas civis, trabalhistas e tributárias aumentem sequencialmente para R$ 240 milhões, observando que os R$ 168 milhões no 4T25 foi beneficiado por um evento extraordinário de R$ 89 milhões.

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O Morgan estima uma margem EBITDA (Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 8,4%, com lucro líquido ajustado projetado em R$ 79 milhões. Sazonalmente, os primeiros trimestres tendem a gerar caixa para Hapvida. Embora espere que a empresa gere um fluxo de caixa líquido de juros de aproximadamente R$ 156 milhões, este provavelmente será o único trimestre do ano a atingir esse valor.

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