Negócio com Petrobras reforça capacidade de monetização de ativos da Brava

Petrobras fecha acordo de até R$ 1,45 bi por área em Argonauta, na Bacia de Campos

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Divulgação)
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A Petrobras (PETR3; PETR4) assinou um acordo para adquirir 100% de uma área de proteção no campo de Argonauta, atualmente detida pela Shell, ONGC e Brava Energia (BRAV3), por um total de R$ 700 milhões mais US$ 150 milhões, a serem pagos em três parcelas.

O JPMorgan avalia como positiva a venda de participação no reservatório compartilhado de Jubarte, no pré-sal, destacando a capacidade da Brava de monetizar ativos do portfólio.

O acordo com a Petrobras prevê a venda de 100% de uma porção do chamado “ring-fence” do campo, que corresponde a uma participação de 0,86% no reservatório compartilhado de Jubarte.

Proporcionalmente à sua participação no consórcio, a Brava terá direito a 23% do valor total da operação, o que representa cerca de R$ 335 milhões em entrada de caixa.

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A transação foi avaliada em cerca de US$ 290 milhões, cerca de 0,2% do valor de mercado da Petrobras) e, portanto, na avaliação da XP Investimentos, não tem impacto relevante para a Petrobras.

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Para a Brava, por outro lado, a XP considera o evento positivo. A companhia integra o consórcio operador e detém 23% de participação no campo. Como resultado, a Brava deverá receber US$ 67 milhões, o equivalente a um retorno de cerca de 3,8%. O negócio já era esperado, embora o valor final tenha ficado levemente acima das expectativas de cerca de US$ 50 milhões pela participação da Brava.

Na avaliação do Bradesco BBI, a aquisição simplifica as operações para a Petrobras, assim como a aquisição da Tartaruga Verde. Para a Brava, a aquisição ajudará a empresa a reduzir seu endividamento, já que deverá receber cerca de US$ 67 milhões em um período de 3 anos.