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SÃO PAULO – O Ministério das Finanças do Japão anunciou nesta terça-feira, dia 20, um orçamento bastante austero para o ano fiscal de 2006, ao prever gastos abaixo dos 80 trilhões de ienes pela primeira vez em oito anos.
Com os cortes de gastos promovidos pela política de reforma do primeiro ministro, Junichiro Koizumi, o orçamento ficou em 79,69 trilhões de ienes, montante 3% inferior ao destinado no orçamento de 2005.
Recuperação
Segundo o ministro da Economia e Política Fiscal, Kaoru Yosano, o orçamento de 2006 indica o primeiro passo em direção à recuperação fiscal da segunda maior economia do mundo.
Apesar das reduções, a dívida nacional tanto dos governos locais quanto do central deverá crescer de 770 trilhões de ienes do ano fiscal de 2005 para 775 trilhões de ienes até o final do próximo ano fiscal, em março de 2007. Atualmente, o Japão é o país em desenvolvimento com o maior grau de endividamento fiscal, que já supera 150% do PIB.
Diante do corte de despesas e da perspectiva de aumento da arrecadação tributária, já que o governo japonês anunciou o fim de alguns incentivos fiscais, o orçamento de 2006 também prevê uma queda na necessidade de emissão de títulos de dívida pública. Nesse sentido, pela primeira vez em cinco anos, o próximo ano, o governo japonês planeja emitir menos do que 30 trilhões de ienes em títulos de dívida pública.