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SÃO PAULO – O governo intervirá nos preços das passagens aéreas, caso as companhias aumentem abusivamente os valores cobrados dos consumidores. A afirmação foi feita pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, na última quinta-feira (02). Tal possibilidade se tornou mais forte após o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) informar que as empresas teriam de redistribuir seus vôos – o que geraria mais custos operacionais.
“Esse é um problema a ser examinado tendo em vista a decisão das empresas, mas evidentemente nós vamos privilegiar sempre a segurança”, disse o ministro à Agência Brasil. Jobim adicionou que se trata de problema a ser examinado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Influência no bolso
Conforme dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas no começo da semana, em julho, os bilhetes vendidos para destinos dentro do Brasil ficaram 11,15% mais caros, em nível nacional. “Os aumentos nos preços em meses de férias, períodos que precedem feriados e outras datas comemorativas, como o Carnaval, são um movimento comum”, explicou o coordenador da pesquisa, André Braz.
“Mas diante da situação atual, com a questão da segurança, os atrasos e até a crise dos controladores de vôo trouxeram uma situação inédita, impedindo que seja traçado um rumo sobre o comportamento dos preços”, finalizou.