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SÃO PAULO – Após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes do empresariado brasileiro, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento Econômico, Miguel Jorge, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram, nesta quinta-feira (11), um pacote de medidas para minimizar as conseqüências da crise financeira internacional. Dentre elas, destacam-se os cortes nos impostos, que vão representar para o governo uma renúncia fiscal de quase R$ 9 bilhões.
Esse é mais um capítulo do embate da gestão Lula contra os efeitos da crise. Desde que ela se agravou, há dois meses, o governo vem procurando blindar a economia brasileira com a edição de diversas Medidas Provisórias, como a que libera empréstimos da Caixa Econômica Federal às incorporadoras e imobiliárias ou a que prorroga o prazo de recolhimento de tributos pelas pessoas jurídicas, ambas na tentativa de injetar mais capital e melhorar o nível de liquidez das empresas.
Também foi autorizada a redução do compulsório recolhido pelos bancos nas operações de depósito, com o objetivo de combater a restrição ao crédito, e assim incentivar a atividade produtiva e manter a capacidade de consumo das famílias.
Mais um capítulo
Todas essas medidas, no entanto, estão se revelando ineficazes, já que as dificuldades na obtenção de empréstimos e financiamentos continuam e as empresas começam a mostrar os primeiros sinais de desaceleração, sinalizados por indicadores como o da produção industrial do IBGE, que revelou queda em 10 das 14 regiões analisadas de setembro para outubro, e o SPI da FGV, que mostrou recuo de 6% na produção física das indústrias de São Paulo.
| Lula em reunião com lideranças empresariais antes do anúncio do pacote |
Com as medidas desta quinta, o governo espera aumentar a renda disponível para que os brasileiros voltem a consumir, reduzir o custo do crédito e manter os postos de trabalho. Confira os principais pontos:
- isenção – rendimentos até R$ 1.434
- 7,5% – rendimentos de R$ 1.434 a R$ 2.150
- 15% – rendimentos de R$ 2.150 a R$ 2.866
- 22,5% – rendimentos de R$ 2.866 a R$ 3.582
- 27,5% – rendimentos acima de R$ 3.582