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SÃO PAULO – Assim como ocorreu com o cigarro, ainda há a possibilidade do governo aumentar a tributação incidente sobre as bebidas alcoólicas. A informação foi dada, na última segunda-feira (13), pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.
“Eu defendo a posição de que a bebida poderia ser mais taxada. Faz tão mal quanto o cigarro”, disse.
No aumento de impostos sobre o cigarro, segundo publicado pela Agência Brasil, o ministro teria sido a favor da inclusão das bebidas no mesmo ato. Contudo, como era necessária uma ação rápida, e a tributação das bebidas é mais complexa do que a do tabaco, optou-se só pelo segundo.
Cigarro
No último mês de março, o governo federal lançou uma série de medidas envolvendo redução de impostos para motos e carros novos, bem como para alguns itens de material de construção, com o objetivo de aquecer as vendas nos respectivos mercados. Dessa forma, para compensar a perda de arrecadação, aumentou-se a taxação sobre o cigarro, o que, segundo especialistas, deve elevar em torno de 25% o preço do produto.
Por outro lado, apesar da indústria do fumo sempre argumentar que o aumento de preços leva mais fumantes ao mercado informal, estudos em diversos países compilados pelo Banco Mundial mostram que, na média, um aumento real de 10% no preço reduz a demanda em 4% nos países com alta renda e em 8% naqueles com renda média e baixa.
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No Brasil, estudo feito em 2006 revelou que a alta de 10% reduziria o consumo em 2,5% no curto prazo, e em 4,2%, no longo.