Moedas digitais

Google revela as 6 grandes dúvidas dos brasileiros sobre bitcoin; veja as respostas

Volume de buscas de brasileiros sobre "bitcoin" mais que dobrou no segundo trimestre e recentemente já supera as buscas por "euro" ou "Tesouro Direto"

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(SÃO PAULO) – A impressionante valorização do bitcoin neste ano despertou o interesse dos brasileiros sobre as moedas digitais. Segundo o Google, as buscas pela palavra “bitcoin” cresceram 130% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores. Pelo Google Trends é possível verificar que no Brasil nas últimas semanas houve mais buscas por “bitcoin” do que por “euro” ou investimentos bastante populares como o “Tesouro Direto”. O InfoMoney pediu ao Google para que revelasse quais são as maiores dúvidas que levam os brasileiros a realizar buscas sobre “bitcoin”. Abaixo você confere as perguntas e as respostas:

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1) Como ganhar com bitcoin?

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Basicamente existem duas formas de lucrar com a onda de valorização das moedas digitais. A primeira é pensar na moeda como um investimento de alto risco e especular com possíveis movimentos de valorização futura. Ou seja, você compra bitcoin hoje pensando em vender mais caro amanhã. As regras do bitcoin favorecem a valorização contínua porque existe um elemento de escassez: a oferta é “limitada” a 21 milhões de moedas, enquanto não há teto para o crescimento da aceitação e da demanda.

Outra forma de ganhar dinheiro é minerando bitcoins usando computadores. Você pode usar sua força computacional e softwares para gerar novas moedas, que são dadas como recompensa para os mineradores. Do total de 21 milhões de bitcoins, cerca de 16 milhões já foram criadas. A energia e as máquinas necessárias para minerar um bitcoin aumentam ao longo do tempo. Por esse motivo, especialistas em mineração dizem que hoje é mais simples e vantajoso minerar outras moedas digitais porque a margem de lucro (valor da moeda menos despesa com computador e energia) será maior – clique aqui e saiba mais sobre a mineração de moedas.

2) Como investir em bitcoin?

Primeiramente é preciso abrir uma conta em uma “exchange” – ou seja, em uma corretora de moedas digitais, que são diferentes das corretoras de ações, renda fixa e outras aplicações financeiras tradicionais. Abrir uma conta não custa nada e você apenas precisa preencher um cadastro e enviar cópias digitalizadas de documentos como RG, CPF, comprovante de residência e foto. Em seguida você terá que transferir uma quantia em dinheiro do seu banco para sua conta na corretora de bitcoin. O resto é igual a comprar uma ação: haverá um “book” de ofertas de compra e venda, você colocará o preço que está disposto a pagar e, se houver alguém disposto a vender pelo mesmo preço, a ordem será executada.

3) Quais são as principais corretoras para comprar e vender?

No Brasil, apenas três “exchanges” negociam volumes superiores a R$ 1 milhão por dia. A maior delas é a FoxBit, que negocia cerca de R$ 9 milhões por dia, segundo dados do site bitValor. Na sequência, aparecem o Mercado Bitcoin, com R$ 6 milhões negociados por dia, e a BitcoinToYou, com R$ 3,5 milhões. Para escolher uma corretora, é preciso se atentar aos custos de transação cobrados pelas “exchanges”.

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Já fora do Brasil, opções não faltam para investir em criptomoedas. A Coinbase é, atualmente, uma das maiores referências de bitcoin do mundo, disponível nos EUA, Canadá, Singapura, Austrália e na maioria dos países europeus. Outra é a LocalBitcoins, que está disponível em praticamente todos os países do mundo. Outros nomes bastante conhecidos dos investidores são a Bittrex, que chega a negociar mais de US$ 500 milhões em moedas digitais em apenas um dia, além da Poloniex e a OKCoin – para saber mais sobre “exchanges” clique aqui.

4) Quanto custa um bitcoin?

Os valores mudam a cada segundo. Para quem quiser acompanhar o preço do bitcoin, o InfoMoney disponibiliza no topo de todas as suas páginas, no canto direito, o dado atualizado em tempo real, com a variação e o preço em reais. Outra opção disponível é o site bitValor, que compila os preços e informações das maiores corretoras no país.

Já para o investidor que quiser ficar de olho no preço em dólares, as melhores opções são o CoinDesk, que também publica diversas notícias diárias sobre moedas digitais. Mas o melhor site para ficar de olho nos preços do bitcoin e de todas as outras moedas digitais existentes é o Coin Market Cap, que mostra a variação, o volume e o preço em dólares de todas as mais de mil criptomoedas.

5) Como armazenar bitcoins?

Existem, basicamente, cinco opções de carteiras (“wallets”):

Desktop: as moedas são baixadas e instaladas em um PC ou laptop. Nesse caso dificilmente sua carteira será hackeada, mas, se o aparelho der problema, você pode perder tudo;

Online: ficam “na nuvem” e são mais fáceis de acessar em qualquer lugar, mas com maior risco de serem hackeadas, já que a chave para a carteira fica compartilhada com a corretora;

Móvel: são carteiras executadas em um aplicativo para smartphone. Podem ser usadas em qualquer lugar, mas possuem o mesmo risco das carteiras online;

Hardware: ficam em um pen drive ou HD externo. Ainda mais seguras que as outras, também são práticas de usar: basta plugar em um computador. Porém, se o dispositivo pifar, seu dinheiro some.

Papel: são carteiras não tão práticas de usar no dia a dia, mas são as mais seguras que existem. A carteira de papel (ou paper wallet) é uma cópia física ou impressão das suas chaves públicas e privadas. Para fazer operações, você precisa digitar estes códigos na hora de realizar as transações – clique aqui para saber mais sobre o armazenamento de moedas digitais.

6) Como minerar bitcoin?

A mineração de bitcoins é a forma como novas moedas são criadas. Para isso, os chamados mineradores utilizam softwares específicos que verificam cada operação feita com bitcoin por meio de complicados problemas matemáticos. Ao resolver estas equações, eles não apenas acabam aprovando as operações feitas pelos usuários como também recebem uma recompensa – no caso uma fração de um novo bitcoin criado.

No início qualquer pessoa podia minerar usando um computador. Porém, com o aumento da complexidade da moeda, hoje as equações são muito complicadas de serem resolvidas, sendo necessário o uso de equipamentos próprios – e caros -, além de gastar uma grande quantidade de energia, o que deixou inviável para muita gente fazer isso. Atualmente esse processo é feito pelos chamados “pools” de mineradores, que se instalam em países onde a energia é barata e usam computadores de alta performance para que a atividade seja lucrativa.

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