Goldman e Citi acendem sinal amarelo para papéis da Ambev

Citi reduz preço-alvo dos papéis da empresa brasileira negociados nos EUA em 4,50 dólares

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SÃO PAULO – “Corte de estimativas… De novo. Aumento de pagamentos e riscos no país”, assim é intitulado o relatório divulgado pelo research do Citi em que é anunciada a redução do preço-alvo de papéis da Ambev nos EUA de US$ 45,00 para US$ 40,50 e estimativa de EBTIDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) menor para a empresa. Mesmo assim, o banco seguiu a linha do Goldman Sachs e recomendou manter os papéis da companhia produtora de bebidas na carteira.

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O Goldman manteve sua projeção de preço para doze meses de US$ 38,20 nos papéis da empresa negociados nos EUA e de R$ 85,20 nos papéis negociados no Brasil (AMBV4). Em relatório sobre a empresa, os analistas ressaltaram dois eventos catalisadores de atenção no final desse mês: o encontro extraordinário geral no dia 30 de julho para aprovar a proposta de reestruturação de participação no capital e a divulgação dos resultados da empresa no segundo trimestre de 2013, marcado para o dia 31 de julho.

Ambos os eventos são positivos, mas insuficientes para garantir um grande avanço, essa é a opinião dos analistas do Goldman Sachs. Eles acreditam que a reestruturação precisa ser mais clara e que, apesar de os resultados no segundo trimestre possilvemente serem bons, o cenário no segundo semestre continua desafiador para a empresa. 

A equipe do Citi ressalta ainda o cenário macroeconômico ruim no Brasil para o segundo semestre, especialmente no setor de bebidas. Os analistas acreditam em um crescimento menor no consumo de bebidas não alcoólicas, que estava estimado em 3,0% e foi para 1,5%, e em uma margem de lucro bruta um pouco menor em 2014 por conta do Real desvalorizado.

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Outro ponto ressaltado é a inflação de alimentos o Brasil, que, segundo o Citi, aparentemente atingiu seu pico em março, mas também não apresenta uma desaceleração significativa desde então. Os analistas do banco, aumentaram sua previsão desse ano para a inflação no setor de alimentos de 9% para 10%, por conta do ritmo lento de queda. Além disso, a diferença entre o crescimento do preço de cerveja e de alimentos tem uma diferença de 6,1%, ainda segundo relatório do banco. 

Os analistas do Goldman Sachs aparentam ter visão parecida sobre o desempenho dos papéis da produtora de bebidas. Para eles, a Ambev tem apelo defensivo e seus altos retornos podem ter performance melhor que o mercado. No entanto, não há espaço para um grande upside, segundo o relatório.

O crescimento do consumo de bebidas é a grande chave para o aumento ou queda no preço das ações da Ambev, para os analistas do Goldman Sachs.