Gol sobe 9% com corte do ICMS do querosene; Vale, bancos e seguradoras recuam

Ainda entre os destaques, MMX sobe depois de financiamento de R$ 935 mi com BNDES; imobiliárias recuam após aumento da Selic

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera com bastante volatilidade nesta quinta-feira (18). Após chegar a subir 0,65% na máxima do dia e cair 0,93% na sua mínima intradiária, o benchmark da bolsa brasileira volta a operar sem tendência definida. Às 13h40 (horário de Brasília), o índice apresenta alta de 0,63% a 53.212 pontos.

Chama atenção as ações da Gol (GOLL4) nesta tarde, que registram valorização de 9,35%, a R$ 12,57 – liderando a ponta positiva do Ibovespa. Na máxima do dia, atingiram ganhos de 9,70%, a R$ 12,67. 

O desempenho reflete a decisão do governo do Distrito Federal de reduzir a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) sobre o combustível de aviação, que passa de 25% para 12% a partir de 25 de maio. 

Agora, as companhia aéreas brasileiras querem que São Paulo siga o mesmo caminho. Segundo Eduardo Sanovicz, o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que reúne TAM, presente na bolsa através dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Latam (LATM11), Gol, Azul e Avianca, dos quatro estados que concentram a maior parte do tráfego aéreo brasileiro, São Paulo tem a maior alíquota, de 25%. Ele acrescentou que a entidade pretende pedir a redução do ICMS ao governo paulista, mas não especificou quanto.

De acordo com Sanovicz, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram, aproximadamente, 65% do tráfego aéreo do País. Vale mencionar que MG e RJ têm aliquota de 12%. 

Imobiliárias caem após Selic
Por outro lado, as ações do setor de construção civil registram perdas nesta sessão após elevação na Selic, anunciada na véspera.  

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Os papéis da MRV Engenharia (MRVE3), Tecnisa (TCSA3) e EzTec (EZTC3) apresentam desvalorização de 1,95%, 1,86% e 2,17%, respectivamente, a R$ 8,53, R$ 8,42 e R$ 27,05.

Bancos operam no vermelho
Embora o aumento da taxa de juro beneficie o setor, os papéis dos bancos registram desempenho negativo nesta sessão: Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) recuam 3,01%, 2,62%, 1,63% e 1,45%, respectivamente, a R$ 32,83, R$ 32,02, R$ 27,20 e R$ 14,12. 

Vale é penalizada por queda na produção
A produção da Vale (VALE3, VALE5) no primeiro trimestre do ano decepcionou os analistas que acompanham a blue chip e coloca em xeque a força do resultado que ela apresentará em seu balanço trimestral, que será divulgado na semana que vem.

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Em função disso, as ações ordinárias da mineradora caem 0,65%, a R$ 32,25, enquanto as preferenciais registram perdas de 0,74%, a R$ 30,76. Na mínima do dia, os papéis ON atingiram queda de 2,28%, a R$ 31,72, e os PN, recuo de 2,23%, a R$ 30,30.

Segundo os dados divulgados pela Vale na noite de quarta-feira, a houve queda de 3,5% na produção de minério de ferro e de 11,7% na produção de pelotas – seus dois principais produtos. Tais números contrastam ao crescimento em torno de 6% apresentado pelas duas principais concorrentes da mineradora no exterior – BHP Billiton e Rio Tinto.

MMX sobe mais de 2%
As ações da MMX Mineração (MMXM3), do grupo EBX, do empresário Eike Batista, registram bom desempenho nesta quinta-feira por conta de um financiamento de quase R$ 1 bilhão com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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Os papéis da mineradora registravam ganhos de 4,42%, a R$ 1,89, mas atingiram na máxima do dia valorização de 6,08%, a R$ 1,92. Essa alta diária, contudo, não compensa as perdas do acumulado da semana, de 7,43%. 

A MMX estima sacar R$ 300 milhões ao longo do segundo trimestre de 2013. Este desembolso permitirá o alongamento de parcela significativa do endividamento de curto prazo da divisão de porto da empresa. Até o final deste ano, a companhia tem dívida de R$ 1,3 bilhão, que engloba a divisão de porto e minas. 

Gerdau sobe mais de 4%
No setor de siderurgia, chama atenção o forte desempenho das ações da Gerdau (GGBR4), que sobem 4,15%, a R$ 15,31. 

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Na véspera, o BTG Pactual manteve a visão positiva frente aos ativos da companhia, ao esperar um cenário de recuperação dos ganhos no segundo trimestre. A expectativa é de que o primeiro trimestre seja um pouco mais fraco, em meio aos maiores custos e pressão das margens.

Entretanto, a partir do segundo trimestre, a expectativa é de que os volumes voltem a crescer. Os analistas Edmo Chagas, Antonio Heluany e Gregory Goldfinger seguem com recomendação neutra para as ações GGBR4, com preço-alvo de R$ 18,00 para o final do ano.

Seguradoras derretem na bolsa
Os papéis das seguradoras registram mais um dia de desempenho negativo. Nesta sessão, as ações do Porto Seguro (PSSA3) e SulAmérica (SULA11) apresentam queda de 3,05% e 5,63%, respectivamente, a R$ 32,85 e R$ 14,91.

O desempenho reflete o corte de recomendação do Bank of America Merrill Lynch: Porto Seguro foi de neutro para underperform (desempenho abaixo da média); SulAmérica foi de compra para neutro. 

Vale lembrar que nos últimos cinco pregões, a SulAmérica caiu quatro vezes na bolsa e acumula no período desvalorização de 13,27%. Movimento mais intenso foi visto nas ações da Porto Seguro, que recuaram por cinco pregões consecutivos e totalizam perdas de 13,67%.