Destaques da Bolsa

Gol afunda 10% e ação da Magazine Luiza atinge R$ 190; small cap salta 45% em 5 sessões “sem motivo”

Confira os destaques da Bovespa na sessão desta terça-feira (21)

SÃO PAULO – Após ameaçar perder forças, o Ibovespa conseguiu “arrancar” no fim do pregão e fechar acima dos 69 mil pontos na sessão desta terça-feira (21), puxado pela Petrobras e bancos, enquanto a Vale passou por uma realização após a disparada da véspera: Confira os destaques da sessão desta terça:

Vale (VALE3, R$ 35,54, -2,44%; VALE5, R$ 33,73, -1,49%)
Após subirem cerca de 7% na véspera após o acordo de acionistas (veja mais detalhes clicando aqui), as ações da Vale abriram com ganhos, mas viraram para queda no final da manhã. A Bradespar (BRAP4, R$ 26,04, -2,07%), holding da mineradora que subiu 16% na véspera na esteira do acordo, também corrigiu os ganhos. 

Vale destacar que a sessão prometia ser de continuidade dos ganhos da segunda-feira em meio à alta do minério de ferro. A commodity spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em alta de 2,73%, a US$ 94,86 a tonelada métrica, enquanto o contrato futuro negociado em Dalian disparou 3,83%, a 732 iuanes, na esteira dos planos chineses de cortar produção. 

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Em meio à alta do minério de ferro e também do aço, as ações de siderúrgicas registraram ganhos, caso de Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 6,10, +2,01%), Gerdau (GGBR4, R$ 13,67, +1,64%; por outro lado, Usiminas (USIM5, R$ 5,41, -0,73%) e CSN (CSNA3, R$ 12,65, -0,39%) fecharam em queda. 

Petrobras (PETR3, R$ 17,16, +0,47%; PETR4, R$ 16,09, +1,07%)
As ações da Petrobras subiram seguindo as cotações do petróleo no mercado internacional, que avança mais de 1% nesta após informações de que de que os integrantes da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) atingiram 93% da meta de corte da produção em janeiro. Também pesa no movimento a projeção do cartel do petróelo de uma queda adicional nos estoques dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Contudo, os papéis amenizam os ganhos. 

Vale destacar ainda destacar o relatório do Santander sobre a Petrobras, afirmando que a companhia pode cortar preço para recuperar fatia de mercado. As importações de diesel e gasolina estão na maior taxa desde julho de 2016, disse o analista do Santander, Gustavo Allevato, em relatório aos clientes. “As importações fortes mesmo após o anúncio da nova política de preços de combustíveis da Petrobras em meados de outubro; as importações de diesel subiram para 19% das vendas totais em dezembro”, afirma o analista.

O Santander considera que os volumes de importação de combustíveis são um fator para a Petrobras determinar mudanças de preços no mercado interno. No ano passado, a Petrobras anunciou uma política para manter os preços dos combustíveis acima dos custos de importação, mas não tão altos a ponto de incentivar a importação pela concorrência

Linx (LINX3, R$ 16,81, -4,38%)

A Linx foi rebaixada de overweight (exposição acima da média) para neutra pelo JPMorgan. O preço-alvo em doze meses é de R$ 19,00. O analista do JPMorgan Andre Baggio reduziu as suas estimativas de lucro e fluxo de caixa livre após os resultados do trimestre, apontando que o ativo LINX3 não oferece um ponto de entrada atraente, dadas as preocupações com crescimento, rentabilidade e fluxos de caixa para 2017. 

Gol (GOLL4, R$ 8,68, -10,61%)

Após subirem 57% nas últimas dez sessões em um cenário positivo para os papéis com a queda do dólar, além do resultado positivo para a companhia e a elevação de recomendação pelo BTG Pactual para compra na última sexta-feira, os papéis da Gol devolveram parte dos ganhos na sessão desta terça.

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Vale destacar que hoje o dia foi de alta para a moeda americana, que volta a encostar nos R$ 3,10 acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior com novas apostas de que o Federal Reserve pode elevar os juros na maior economia do mundo no próximo mês. Além disso, o dia é de ganhos para o petróleo em meio às perspectivas de alta da commodity. A cotação do petróleo nas bolsas internacionais é um balizador para o preço do querosene de aviação, um insumo que representa cerca de 40% dos custos das aéreas brasileiras. 

BRF (BRFS3, R$ 41,35, -2,55%)

A BRF registrou queda de cerca de 1% após a companhia ter a recomendação cortada de outperform para underperform pelo Credit Suisse, com o preço-alvo sendo cortado de R$ 84,00 para R$ 40,00. Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair 2,33%. 

Banrisul (BRSR6, R$ 19,02, +10,32%)

As ações do Banrisul subiram forte e avançaram até 13%, em meio às indicações de que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles mandou ao gabinete de Michel Temer uma atualização do programa de recuperação fiscal dos estados. Pela proposta, o estado que firmar um acordo de recuperação fiscal com o governo federal será beneficiado com a suspensão por 36 meses do pagamento das dívidas com a União, mas terá que assumir o compromisso de adotar rigorosas medidas de saneamento das finanças estaduais, entre as quais como  privatização de bancos e empresas estaduais de água, saneamento, eletricidade.

Segundo o BTG, a atualização desse plano aumenta a probabilidade de privatização do Banrisul caso o Rio Grande do Sul e o governo federal alcancem um acordo. Segundo os analistas, a relação risco-retorno de ter papéis do Banrisul é assimétrico para alta, ressaltando a visão positiva para a ação. Os analistas do BTG reforçam a visão de que  o Banrisul privado pode valer duas vezes o estatal (veja a análise clicando aqui)

Outras empresas que, em algum momento, foram citadas como “passíveis de privatização”, caso da mineira Cemig (CMIG4, R$ 11,07, +4,04%) e do Banco do Espírito Santo (BEES3, R$ 3,71, +12,42%), também registraram fortes ganhos nesta sessão. 

CSU Cardsystem (CARD3, R$ 9,90, +5,32%)

As ações da CSU Cardsystem disparam 45% em 5 sessões, sem que haja nenhuma notícia sobre a companhia que justificasse o movimento dos papéis. Em comunicado comentando o movimento atípico dos ativos, a empresa informou à CVM que não tem conhecimento da causa da oscilação do preço das ações.

“Todavia, com o intuito de auxiliarmos, informamos que a Sul América, acionista que detinha 17,2% de participação sobre o capital social da CSU em março de 2016, alienou sua participação acionária para menos de 5% de participação, conforme último ‘comunicado ao mercado’ enviado à CVM em 14 de fevereiro de 2017. A relevante redução de participação da Sul América sobre o Capital Social da CSU ampliou consideravelmente a liquidez das ações de emissão da Companhia em Bolsa de Valores. Não é do conhecimento da companhia qualquer outro fato que possa ter gerado a oscilação no número de negociações”, aponta.

Além disso, a companhia informou hoje que divulgará os seus resultados no dia 9 de março depois do fechamento do mercado. A teleconferência será no próximo dia 10 de março. 

Comgás

As ações da Comgás registraram queda nesta sessão, após suas ações ficarem ex-dividendos. Os papéis da companhia subiram forte na semana passada após o anúncio de distribuição de R$ 400 milhões em dividendos referentes ao exercício de 2016 no valor total de R$ 306.863.294,20 para as ações ordinárias (CGAS3, R$ 43,49, -2,28%) e R$ 93.136.705,80 para as preferenciais (CGAS5, R$ 48,02, -0,20%). Com isso, os investidores receberão R$ 3,07535052245 por papel ordinário e R$ 3,38288557470 por ativo preferencial. O pagamento do provento será feito em em 3 de março.

 Via Varejo (VVAR11, R$ 11,67, +2,46%)

As units da Via Varejo subiram mais de 5% nesta sessão após a Bloomberg informar, citando fontes, que o Casino Guichard-Perrachon contratou o Rothschild & Co e o Banco Santander SA para vender a sua participação na companhia. Cerca de 10 interessados já assinaram acordo de confidencialidade para ver os números da rede brasileira de varejo, disse uma das pessoas e o Casino receberá propostas em março e espera concluir a venda de sua participação no primeiro semestre deste ano. 

Ecorodovias (ECOR3, R$ 9,88, +4,33%)

A Ecorodovias viu suas ações em alta após o resultado. A companhia teve lucro líquido comparável de R$ 88,7 milhões no quarto trimestre, 157,5% maior em relação ao mesmo período de 2015, afetada positivamente pelo aumento na geração de caixa operacional e pela redução das despesas financeiras. 

De acordo com o JPMorgan e o Safra, o controle de custos levou a companhia a superar as projeções de lucro trimestral. O JP destacou os sólidos dados operacionais: o tráfego permanece sob pressão, mas o sólido controle de custos possibilitou que o Ebitda superasse as estimativas e as margens apresentassem melhora.

O Bradesco BBI também destacou que o resultado operacional do quarto trimestre foi ao encontro com as expectativas do mercado; contudo, o alto capex ainda é uma preocupação. A companhia terá um capex de R$ 722 milhões, levando a relação entre dívida líquida e o Ebitda a 2,6 vezes em 2017, o que dá pouco espaço para a companhia participar de leilões para novas concessões. Os analistas mantêm recomendação neutra para os ativos e preço-alvo de R$ 9,00. 

Lojas Americanas (LAME4, R$ 16,90, -1,74%)
A Lojas Americanas viu suas ações recuarem após a alta da véspera e depois de registrar lucro líquido consolidado de 255,6 milhões de reais no quarto trimestre, alta de 25,2 por cento sobre o mesmo período de 2015, anunciou nesta segunda-feira a varejista, que atribuiu o resultado ao crescimento das vendas e à contenção de despesas.

B2W (BTOW3, R$ 13,15, +2,73%)
A subsidiária da Lojas Americanas, B2W, por sua vez, avançou após o resultado. A empresa informou que seu prejuízo caiu 36,5% no quarto trimestre de 2016, passando de R$ 161,2 milhões para R$ 102,3 milhões. A receita no trimestre somou R$ 3 bilhões, o que representa uma alta de 4% na base anual. O Ebitda ajustado subiu 22,9%, para R$ 261,1 milhões.

LPS Brasil (LPSB3, R$ 5,65, +7,62%)
A LPS Brasil ganhou força durante a tarde e fechou com fortes ganhos. A companhia anunciou que reduziu o seu prejuízo atribuível aos acionistas controladores no 4º trimestre de 2016 para R$ 13,7 milhões, de R$ 341,7 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida teve baixa de 11% na base anual, passando de R$ 41,9 milhões para R$ 37,3 milhões. O Ebitda ficou em R$ 28 mil no quarto trimestre de 2016, ante Ebitda negativo de R$ 7,4 milhões. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 190,80, +8,41%)

Os papéis do Magazine Luiza avançaram mais de 8% e superam os R$ 190 na esteira da divulgação do balanço na manhã da última segunda-feira. Na véspera os papéis subiram 7,60% com os resultados positivos e, nesta data, a atualização de projeções para a companhia por casas de análise guiam a alta dos papéis. O Bradesco BBI manteve recomendação de compra e elevou o preço-alvo dos ativos de R$ 140,00 para R$ 205,00.