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SÃO PAULO – A GM protocolou nesta quarta-feira (18) junto à SEC (Securities and Exchange Commission) seu pedido de IPO (Initial Public Offer), derrubando rumores da véspera de que adiaria a operação.
Segundo a mídia norte-americana, a companhia poderia levantar até US$ 16 bilhões com a operação – cifra que poderia colocar o IPO da empresa como o segundo maior da história norte-americana, atrás apenas da Visa (que levantou US$ 19,7 bilhões em 2008).
A GM tenta reduzir a participação do governo dos EUA na empresa, atualmente em 61% do capital, para uma fatia minoritária. A intenção seria vender 20% das 304 milhões de ações do Estado, que interveio com US$ 50 bilhões na companhia durante a crise, para evitar que a situação financeira da empresa se deteriorasse ainda mais.
A faixa de preço para as ações ainda não foi definida, nem o número de ações a serem emitidas. A GM em si não ofertará ações ordinárias – que serão vendidas pelo governo e por outros acionistas. A companhia oferecerá somente papéis preferenciais – após a oferta, a GM terá ações negociadas em Nova York e Toronto, com o mesmo símbolo anterior à sua falência – GM.
A oferta será coordenada por quatro bancos norte-americanos: Morgan Stanley, JPMorgan, Bank of America e Citigroup.