Tempo Real

Gerdau dispara 12% e Petrobras salta 9%; small cap sobe 65% em 4 dias

Confira a atualização dos principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

12h02: Petrobras, Vale e siderúrgicas
As ações das empresas ligadas a commodities disparam hoje, em meio ao alívio do mercado com a China. Entre as maiores altas do Ibovespa, Petrobras (PETR3, R$ 9,94, +8,87%; PETR4, R$ 8,68, +7,03%), Vale (VALE3, R$ 16,99, +6,86%; VALE5, R$ 13,35, +5,70%), CSN (CSNA3, R$ 3,40, +8,28%), Usiminas (USIM5, R$ 3,07, +6,23%), Gerdau (GGBR4, R$ 5,44, +11,70%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,96, +11,28%). 

Hoje, o petróleo Brent, negociado em Londres e usado como referência pela Petrobras, subia 5,98%, 45,72 o barril. Já o preço do minério de ferro, cotado no porto de Qingdao, teve alta bem mais amena de 0,41%, a US$ 53,67 a tonelada.  

11h11: JBS (JBSS3, R$ 14,29, +1,35%)
A JBS negou notícia de que tenha interesse na Tegel Foods, respondendo especulações que rondavam na mídia há algumas semanas. O BTG lembra que a companhia pertence a mesma empresa que vendeu a Primo, na Austrália, para a JBS, e, talvez, por isso, a notoriedade. Para os analistas, faz sentido estratégico, se confirmado posteriormente, ainda que a última declaração da diretoria da empresa tenha sido de negação. Entretanto, falando do tamanho do negócio seria pouco representativo. Os valores especulados giravam em torno de US$ 600 milhões e US$ 700 milhões, o que representaria algo entre 2,5% e 3% do valor contábil da empresa, comentaram.  

11h05: Bancos
As ações dos bancos seguem em forte alta nesta quinta-feira depois da notícia de que a senadora Gleisi Hoffmann voltou atrás e aceitou que o aumento da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) fosse de 15% para 20%, e não 23% como proposto por ela anteriormente, com fim em 2018. Sendo assim, em 1° de janeiro de 2019 o tributo voltaria para os atuais 15%. Segundo o BTG Pactual, entre as possibilidades aventadas na semana passada, esse era o melhor cenário. Diante disso, o impacto econômico do aumento da CSLL para os bancos grandes fica bem mais limitado, comentaram os analistas. 

Na Bolsa, todos as grandes instituições sobem hoje: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,92, +2,01%), Bradesco (BBDC3, R$ 26,52, +2,00%; BBDC4, R$ 24,49, +1,70%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 18,95, +2,05%) e Santander (SANB11, R$ 14,99, +1,28%). Além deles, as seguradoras também são beneficiadas pela notícia e sobem hoje: BB Seguridade (BBSE3, R$ 29,89, +0,98%), Porto Seguro (PSSA3, R$ 33,64, +2,00%) e SulAmérica (SULA11, R$ 17,22, +3,05%). 

Por outro lado, a imprensa comenta hoje a possibilidade da volta da CPMF. Para o BTG Pactual, ainda é difícil estimar o impacto agora, que tende a ser generalizado, mas já adianta que a volta poderia inviabilizar ou diminuir a rentabilidade do produto “raspa contas” dos bancos – ou seja, notícia ruim caso não tenha nada que mitigue o produto. Os analistas lembraram que no fim da CPMF, em 2007, foi estimado um impacto direto positivo de 2% a 3% para os bancos. 

10h39: PDG Realty (PDGR3, R$ 0,08, -11,11%)
O conselho de administração da construtora PDG Realty aprovou proposta de grupamento da totalidade das ações da companhia na proporção de 50 ações para uma ação. A proposta ainda deverá ser analisada por assembleia geral extraordinária da companhia. Não haverá modificação do capital social, que permanecerá em R$ 4,970 bilhões. 

10h37: Suzano (SUZB5, R$ 16,65, -0,77%)
As ações da Suzano caem em meio à baixa do dólar ofuscando o anúncio de reajuste nos preços de celulose. Ontem, a companhia informou que vai aumentar em US$ 20,00 os preços da celulose de fibra curta para todos os mercados a partir de 1º de setembro, no terceiro aumento do ano. O preço da tonelada do insumo para a América do Norte passa a US$ 920, para Europa sobe a US$ 830 e para a Ásia vai a US$ 720, informou a companhia. O aumento foi anunciado na sequência do reajuste da Fibria (FIBR3, R$ 48,05, +1,12%), também de US$ 20 por tonelada de celulose de eucalipto.

Além disso, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou na quarta-feira a nota de crédito corporativa em escala global da Suzano de “BB” para “BB+”, com perspectiva estável. Com a alta, a fabricante de papel e celulose está agora apenas um degrau abaixo de obter o chamado grau de investimento, que permite à companhia captar recursos no mercado internacional sob condições mais favoráveis. 

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10h26: Lupatech (LUPA3, R$ 5,20, +15,56%)
As ações da small cap Lupatech disparam 65% nos últimos quatro pregões. Na terça-feira, a companhia informou ter apresentado na segunda-feira seu plano de recuperação judicial, que estabelece termos e condições para a restruturação de suas dívidas e de suas subsidiárias e prevê a venda de ativos considerados não essenciais.