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SÃO PAULO – Quase 15% de todos os medicamentos vendidos no brasil são, ao menos, 35% mais baratos, dentro do sistema de genéricos. De acordo com relatório divulgado pela Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esse tipo de remédio responde por 12% do faturamento da indústria farmacêutica, o que movimentou R$ 1,5 bilhão no ano passado.
Apesar de ainda haver muito espaço para crescimento das vendas desses produtos, os dados foram comemorados pela agência. “Os números são muito positivos em relação a países como a Espanha. Naquele país, os genéricos respondem por apenas 3% do mercado”, exemplificou o chefe do Núcleo de Assessoramento Econômico em Regulação (Nurem) da Anvisa, Pedro Bernardo.
Liberação e consumo
A comercialização desses remédios foi liberada no País em 1999. A lei determina que o genérico seja, ao menos, 35% mais barato que a fórmula de referência. “A medida incentiva a concorrência e a conseqüente redução de preços, o que amplia o acesso da população aos medicamentos de forma geral”, afirmou Bernardo.
Em 2000, logo após a liberação, foram vendidas 18,67 milhões de caixas de genéricos. Já no ano passado, 67 laboratórios obtiveram registro para fabricação de fórmulas mais baratas, resultando em 329 milhões de unidades vendidas.
Preço
Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostrou que medicamentos-referência, conhecidos como “de marca”, têm preço mais de duas vezes maior do que o dos genéricos. E quando são comparados os similares com os remédios sem-marca, a economia é de, na média, de 10%.