Gastos: peixe só pesará menos no bolso, se houver investimento na produção

A produção pesqueira no Brasil ainda não está madura e o que é gerado atualmente não é suficiente para que o preço caia

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Para o coordenador de comercialização da Secretária Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), Guilherme Crispim, o brasileiro só vai poder pagar mais barato pelos peixes quando houver investimento na produção pesqueira.

Conforme divulgou a Agência Brasil, Crispim afirmou que a produção pesqueira no Brasil ainda não está madura e o que é gerado atualmente não é suficiente para que o preço caia. “O desafio é produzir em grande quantidade para que todo o cardápio seja estabilizado”.

Um milhão de toneladas

Atualmente, o País produz um milhão de toneladas de pescado por ano, sendo que esse número deve chegar a 1,7 milhão de toneladas até 2011.

E de acordo com o chefe de gabinete da Seap, Cleberson Zavaski, com esse crescimento, o preço de peixes e mariscos deve cair, fazendo com que os alimentos se tornem mais acessíveis para a população.

Preço ainda é limitador do consumo

Segundo o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, o preço do pescado ainda é um limitador para um consumo maior e regular, porque a média de preço do pescado fica acima do preço das carnes bovina e de frango.

De acordo com dados da Seap, o consumo de peixe no Brasil (6,8 quilos anuais por habitante) está abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 12 quilos anuais por pessoa. A média mundial gira em torno de 16 quilos por pessoa ao ano.

Valores

Para a presidente da Associação das Donas-de-Casa de Goiás, Maria das Graças Santos, embora seja um alimento muito saudável, o peixe ainda é muito caro para que grande parte da população brasileira possa consumi-lo com mais freqüência.

De acordo com Maria das Graças, o quilo do frango custa em média R$ 5, enquanto o do peixe pode chegar a R$ 16, sendo que o preço é o mesmo, tanto em feiras como em mercados.

Já para a presidente da Associação das Donas-de-Casa e Consumidores de Minas Gerais, Lúcia Pacifico, “não adianta o governo fazer campanha para incentivar o consumo de peixe, se o brasileiro não tem condições de consumir”.

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Redução esta semana

Conforme apurou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) em seu Índice de Preços ao Consumidor Semanal, os pescados frescos ficaram 6,23% mais baratos na segunda semana de setembro, sendo que a pescada branca teve variação de -12,60%. Na primeira semana deste mês, as quedas eram de 2,96% e 3,02%, respectivamente.

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