Publicidade
SÃO PAULO – O consumidores paulistanos acreditam que gastarão, no segundo trimestre deste ano, tomando como base o mesmo período de 2006, mais com alimentação e com transporte. Por isso, deverão despender menos com habitação, saúde, educação e compras de bens duráveis. Essa é uma das tendências apontadas pela Pesquisa de Consumo – abril a junho de 2007″, do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), na última quinta-feira (19).
Entre abril e junho de 2007, as pessoas esperam destinar 26,4% do orçamento para a compra de comida, enquanto no mesmo período do ano passado essa proporção era de 25,8%. Quando o assunto é transporte, a parcela passou de 9,3% para 11,7%, na mesma ordem. Por outro lado, a casa passou de peso de 21,1% para 16,3%.
Transferência
“Houve uma transferência dos gastos”, explicou o coordenador geral do estudo, professor Claudio Felisoni Angelo. O docente adicionou ainda que a renda média do brasileiro está na casa dos R$ 1.100, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Conforme o estudo, a expectativa de despesas com a compra de roupas e sapatos ficou praticamente a mesma, passando de 8,9% para 8,8%. Veja, na tabela abaixo, a listagem completa:
| Gasto | Orçamento segundo trimestre 2006 |
Orçamento segundo trimestre 2007 |
| Alimentação | 25,8% | 26,4% |
| Transporte | 9,3% | 11,7% |
| Vestuário | 8,9% | 8,8% |
| Habitação | 21,1% | 16,3% |
| Saúde e cuidados pessoais | 11,9% | 9,6% |
| Educação e lazer | 13,3% | 11,2% |
| Outras despesas | 20,6% | 11,7% |
Fonte: Provar/A pesquisa ouviu 500 paulistanos entre 10 e 25 de março
Dinheiro
“O ano passado foi bom para o comércio. As pessoas compraram mais ao longo dos meses”, justificou Angelo.
Continua depois da publicidade
Prova disso é a proporção de dinheiro reservado para outras despesas, que passou de 20,6% para 11,7%. Analisando a renda média do brasileiro, isso representa cerca de R$ 100 mensais.