Gasto com energia eólica é 57% maior do que a convencional

Mas, de acordo com a Proinfa, os preços devem cair com o passar do tempo, caso haja investimento na política industrial

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Utilizar energias limpas ainda é mais caro do que os meios convencionais. O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) aponta que o megawatt da eólica, por exemplo, custa R$ 220 – preço 57% maior do que o cobrado pela gerada por hidrelétricas novas (R$ 140/MW).

De qualquer maneira, a expectativa é que haja um barateamento dessa cobrança. “Se o País realmente investir em uma política industrial e formar escala, há tendência muito grande para redução, como já acontece no mundo”, explicou à Agência Brasil a coordenadora do movimento, Laura Porto, lembrando que há dez anos o custo da energia eólica era de R$ 400 há alguns anos.

Consumo

O Proinfa, ligado ao Ministério de Minas e Energia, explica que as energias alternativas representam, atualmente, 3,5% do consumo nacional – total que deve subir para 10% em menos de uma década.

Fazem parte do programa as energias eólica (dos ventos), de biomassa (bagaço da cana-de-açúcar queimado em caldeiras, por exemplo) e de pequenas centrais hidrelétricas (conhecidas como PCHs). A do sol não faz parte desse movimento porque foi concebida para alimentar aplicações mais isoladas.

No G-8

Durante a última reunião do grupo dos sete países mais industrializados no mundo, mais a Rússia (G-8), ocorrida neste mês, na Alemanha, a Agência Internacional de Energia (IEA, da sigla em inglês) fez algumas recomendações para a questão energética.

Segundo a entidade, a idéia é conseguir “fontes de energia limpas, inteligentes e competitivas” para o futuro. Dentre as recomendações dadas para que esse objetivo fosse conquistado, estão:

  • a substituição de lâmpadas incandescentes;
  • introdução de um padrão de combustível eficiente para carros e pequenos caminhões;
  • providência de pesquisas adequadas para a política energética e publicação de planos eficientes de ação.
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