Gasto anual com pílula anticoncepcional chega a R$ 350,52 no Brasil

Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde mostra que a pílula é o segundo método anticoncepcional mais utilizado no País

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – As mulheres brasileiras que tomam pílula anticoncepcional gastam em média R$ 350,52 por ano com o medicamento, de acordo com um estudo realizado pelo IMS Health e divulgado pela Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, a pílula é o segundo método anticoncepcional mais utilizado no Brasil (20,7%), atrás apenas da esterilização feminina (40,1%) e a frente do preservativo (4,4%) e do DIU (1,1%).

Economia

Com o objetivo de diminuir os gastos dessas mulheres, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, na última segunda-feira (5), dois laboratórios a produzirem as primeiras versões genéricas de quatro anticoncepcionais.

O genérico do anticoncepcional Microdiol com 21 comprimidos proporcionará uma economia de R$ 7,91 por caixa, já que o medicamento custa R$ 22,60 e seu genérico custará no máximo R$ 14,69. Em uma ano de medicação, a consumidora poderá economizar R$ 95 comprando o genérico.

Para quem usa o Mercilon com 63 comprimidos, a economia será de R$ 28,83 por caixa, já que a genérica custará no máximo R$ 53,54 e, atualmente, o contraceptivo é comercializado por R$ 82,37.

De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, como a legislação exige que o genérico seja 35% mais barato que seu medicamento de referência, é possível que os preços fiquem ainda menores. Três dos quatro medicamentos que serão produzidos em versão genérica integram a lista dos 20 anticoncepcionais mais vendidos no País.

Genéricos

A produção de medicamentos genéricos é permitida no País desde 1999. No entanto, essa é a primeira vez que a produção de medicamentos genéricos do mercado de contraceptivos e hormônios é liberada. A exclusão de determinadas classes da regulamentação de genéricos foi imposta pela Anvisa como uma medida cautelosa inicial, tendo em vista a complexidade de execuções e análise dos testes para comprovação de eficácia.

O terceiro trimestre de 2007 foi o melhor da história da indústria de medicamentos genéricos no País, já que as vendas somaram US$ 401,1 milhões, um aumento de 41,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em volume, entre julho e setembro desse ano, foram comercializados 60,6 milhões de unidades de genéricos, contra 51,4 milhões no mesmo período de 2006.

De acordo com o diretor executivo da Pró Genéricos, Odnir Finotti, o expressivo crescimento do mercado acontece em razão do crescimento da massa salarial e do rendimento médio das famílias, além da crescente confiança por parte de médicos e consumidores: “com mais recursos disponíveis, o mercado cresce”, afirma.

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O diretor acredita que o segmento deve alcançar 20% da participação no mercado farmacêutico nacional já em 2008. Esse crescimento era a meta esperada para 2009.

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