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Futuros de NY operam em queda com início de reunião do Fed; veja esses e mais assuntos que vão movimentar o mercado

Mercados nos EUA sinalizam um pregão de queda, mas na Europa bolsas operam em alta; mesmo com feriado em SP, B3 funciona normalmente

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em baixa nesta terça-feira (25), enquanto os investidores aguardam as definições da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o Banco Central dos EUA, que começa hoje e divulgará amanhã (26), às 16h, sua decisão.

Mesmo que o Fed ainda não comece o processo de normalização dos juros, a reunião será importante para o mercado calibrar as expectativas em relação aos próximos passos da autoridade monetária norte-americana.

Ibovespa hoje: o que movimenta a Bolsa em tempo real

Por aqui, mesmo com o feriado em São Paulo, a bolsa brasileira funcionará normalmente nesta terça-feira, já que a partir deste ano os negócio na B3 só serão interrompidos em caso de feriados nacionais.

1. Bolsas Internacionais

Estados Unidos

Na segunda-feira, o Dow chegou a perder 3,25% no decorrer do dia, mas fechou em alta de 0,3%, rompendo com uma sequência de perdas que já durava seis dias; o S&P chegou a perder 4%, mas fechou em alta de 0,28%, em sua primeira sessão positiva dentre as últimas cinco; o Nasdaq chegou a recuar 4,9%, mas fechou em alta de 0,6%. 

Apesar dos ganhos da segunda-feira, o S&P ainda acumula perda de 7,5% em janeiro, que vem sendo seu pior mês desde março de 2020, o início da pandemia; o Nasdaq acumula perda de 11,4% no mês; e o Dow, de 5,4%. 

Um dos principais fatores para a tensão nos mercados é a sinalização pelo Federal Reserve de que pode iniciar a elevação das taxas de juros já em março. Nesta terça-feira, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc na sigla em inglês) do Fed inicia sua reunião que se encerra na quarta-feira.

A expectativa é de que o Fed continue a caminhar para uma política monetária mais rígida como forma de se contrapor à maior inflação em décadas nos Estados Unidos. Mas não é esperado que eleve imediatamente os juros.

Entre as empresas que divulgam seus resultados antes do fechamento nesta terça-feira estão Johnson & Johnson, 3M, General Electric, American Express e Verizon. A Microsoft divulga após o fechamento. 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,11%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,55%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,04%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam a terça-feira em quedas, seguindo a volatilidade na véspera nos Estados Unidos. Dados divulgados na terça-feira pelo Banco da Coreia indicam que a economia da Coreia do Sul avançou 1,1% no quarto trimestre de 2021 frente ao imediatamente anterior. Em 2021, o PIB avançou 4%, o ritmo mais rápido em 11 anos, segundo a agência internacional de notícias Reuters. Mas o índice Kospi fechou em queda, e a Hyundai Motors perdeu 1,27% após divulgar lucro líquido relativo ao quarto trimestre 50% abaixo de um ano antes.

  • Shanghai SE (China), -2,58% (fechado)
  • Nikkei (Japão), -1,65% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,67% (fechado)
  • Kospi (Coreia do Sul), -2,56% (fechado)

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, avança, com altas generalizadas das bolsas e dos principais setores, e destaque positivo do de recursos básicos. Mas investidores continuam atentos à volatilidade nos mercados americanos e à continuidade da tensão geopolítica na fronteira da Ucrânia, onde o governo da Rússia continua a mobilizar cerca de 100 mil soldados.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,95%
  • DAX (Alemanha), +0,91%
  • CAC 40 (França), +1,44%
  • FTSE MIB (Itália), +0,95%

Commodities

Os preços do barril de petróleo continuam a avançar influenciados pela perspectiva de invasão da Ucrânia pela Rússia, mesmo com conversas entre autoridades de alto escalão. Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos falou com líderes europeus, à medida que o país considera enviar quadros e equipamentos militares à região.

Também na segunda-feira, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou que alguns países membros estão mantendo suas forças em alerta e enviando forças para a Europa oriental. Reino Unido e Estados Unidos determinaram que diplomatas e seus familiares deixem a Ucrânia.

Além disso, na segunda-feira rebeldes houthi do Iêmen tentaram um novo ataque com mísseis a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, mas falharam. A tensão na região também vem contribuindo para altas dos preços do petróleo desde um ataque fatal pelo mesmo grupo na semana passada. Os preços do minério de ferro e do Bitcoin avançam.

  • Petróleo WTI, +1,34%, a US$ 84,41 o barril
  • Petróleo Brent, +1,45%, a US$ 87,52 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,39%, a 766,5 iuanes, o equivalente a US$ 121,15

Bitcoin

Após liquidações generalizadas que levaram ao pior resultado semanal desde maio de 2021, o Bitcoin (BTC) recupera terreno, sobe 6,2% e volta a ser negociado na faixa dos US$ 36,5 mil na manhã de hoje.

2. Agenda

Brasil

8h: FGV divulga confiança do consumidor relativa a janeiro

14h: Receita tributária federal

Estados Unidos

12h: Confiança do consumidor relativa a janeiro, com expectativa de analistas ouvidos pela Reuters de 111,8 pontos

14h: American Petroleum Institute (API) divulga estoques de petróleo na semana

3. Mobilização de servidores

Reportagem publicada nesta terça-feira pelo portal UOL com base em conversas com associações setoriais afirma que a operação padrão (execução de tarefas com rigor excessivo, de forma a reduzir o fluxo de trabalho) de auditores da Receita Federal iniciada no mês passado já afeta a exportação de ao menos três classes de produtos: combustíveis, alimentos e bebidas e máquinas industriais.

Segundo as associações, a maior demora na liberação de mercadorias nas alfândegas está elevando o custo de armazenagem, o que pode levar a alta de preços para o consumidor final.

A mobilização de servidores se fortaleceu em dezembro, após o presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizar gastos de R$ 1,7 bilhão para ajustes em 2022 apenas para para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes de segurança do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Publicada na segunda-feira no Diário Oficial, a Lei Orçamentária Anual estipula reajuste de R$ 1,7 bilhão para servidores públicos, mas não especifica para quais categorias os recursos serão destinados.

Segundo o jornal Valor Econômico, auxiliares do presidente sugeriram que ele mantivesse a verba no Orçamento, mas deixasse em aberto quais categorias serão contempladas. A ideia é determinar este ponto quando a pressão diminuir.

Cortes no INSS

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo com base em conversas com funcionários do governo afirma que o corte de R$ 988 milhões nas despesas previstas para 2022 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ameaça o atendimento de segurados. Indicado na Lei Orçamentária Anual publicada na segunda-feira no Diário Oficial, o veto representa 41% dos R$ 2,388 bilhões aprovados pelo Congresso.

Segundo a Folha, o corte ocorre no momento em que o Executivo busca regularizar a fila de espera por benefícios, que acumulava 1,85 milhão de pedidos em novembro de 2021. Segundo o jornal, nos bastidores técnicos do governo alertam que agências podem suspender serviços por falta de dinheiro.

4. Covid

Na segunda-feira (24), foram registrados 90.509 novos casos de Covid no Brasil. A média móvel em sete dias foi de 150.236, alta de 241% em relação ao patamar de 14 dias antes e o sétimo recorde consecutivo, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa divulgadas às 20h.

Em um dia o Brasil registrou 267 mortes por Covid. Assim, a média móvel de mortes em 7 dias ficou em 307, alta de 152% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 162.971.067, ou 75,86% da população. A segunda dose ou vacina de dose única foi aplicada em 148.417.635, ou 69,09% da população. E a dose de reforço foi aplicada em 40.880.726, ou 19,03% da população.

Vacinação de crianças

Uma nota técnica emitida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reproduzida nesta terça-feira pelo portal UOL indica que nenhum caso de miocardite foi registrado nos testes clínicos da vacina da Pfizer para uso em crianças. O documento também indica como elevados os níveis de eficácia do imunizante.

Os dados embasam a decisão da semana passada da agência de ampliar a recomendação mundial para que a vacina seja aplicada na faixa de 5 a 11 anos, e não apenas a partir dos 12 anos.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou em dezembro a vacina da Pfizer para crianças a partir de 5 anos. E na quinta-feira (20), liberou a CoronaVac para o público de 6 a 11 anos.

Adicionalmente, A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) notícia-crime para que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sejam investigados por suposta prevaricação na demora para incluir crianças de 5 a 11 anos no programa de imunização contra a Covid. O despacho é do dia 7 de janeiro e foi publicado na segunda-feira.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) diz que foi informada pela estatal de que 1,5 mil trabalhadores estão com covid-19, 500 casos a mais do que o dado passado pela estatal no dia 21.

Neste grupo estão apenas funcionários próprios da petrolífera, de um universo de 40 mil. No entanto, sindicato calcula que mais de 3 mil terceirizados também estejam doentes.

Vale (VALE3)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que a Assembleia Geral de Credores da Samarco seja realizada até os dias 10 e 17 de fevereiro.

Codesa

A privatização da Companhia Docas do Espirito Santo (Codesa), a primeira do gênero no país, ainda provoca incertezas no mercado. No entanto, a percepção inicial do setor é que as principais críticas foram solucionadas e que haverá interesse pelo ativo.

O edital foi publicado na sexta-feira (21). O leilão deverá ser realizado no dia 25 de março. Ao todo, estão previstos investimentos de R$ 334,8 milhões.

Santos Port Authority (SPA)

O debate para a privatização da Santos Port Authority (SPA), companhia docas do Porto de Santos, deverá iniciar oficialmente nesta semana, com a publicação da modelagem e a abertura da consulta pública pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). A previsão de investimentos é de R$ 16 bilhões, segundo reportagem do Valor.

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