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SÃO PAULO – Mercado acionário aquecido e em trajetória ascendente versus cenário de continuidade de queda das taxas de juros. Aparentemente, tudo indica que o investidor cada vez mais busca por investimentos de renda variável, correto?
Sim, mas em termos. Embora os fundos de renda fixa estejam perdendo espaço na indústria de fundos de investimento, ainda representam parcela expressiva do patrimônio líquido total dos fundos do país. Mais do que isso, este tipo de aplicação ainda se destaca na preferência do investidor.
Segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), até o dia 29 de maio, fundos referenciados DI (16,33%) e fundos de renda fixa (35,05%) representavam, juntos, mais de 51% do patrimônio líquido total dos fundos de investimento em operação no Brasil. Ou seja, do R$ 1,021 trilhão em patrimônio líquido de todos os fundos do país até esta data, R$ 357,9 bilhões eram de fundos de renda fixa e R$ 166,7 bilhões de fundos referenciados DI.
Investidor conhece e investe nestes fundos
Uma pesquisa realizada pela TNS InterScience e divulgada no 4º Congresso de Fundos de Investimento realizado pela Anbid nos dias 30 e 31 de maio mostra que os fundos de renda fixa e referenciados DI são amplamente conhecidos pelos investidores, disputando popularidade e preferência com produtos considerados mais “seguros” (como a poupança) e mais “rentáveis” (como ações e fundos de ações).
| Produtos | Já ouviram falar no produto | Aplicam no produto | Acreditam que vai crescer |
| Poupança | 100% | 69% | 18% |
| Ações | 85% | 26% | 46% |
| Fundos Renda Fixa e outros | 83% | 24% | 12% |
| CDB | 63% | 14% | 4% |
| Fundos DI | 60% | 20% | – |
| Fundos de Ações | 33% | 5% | 2% |
| Clubes de Investimento | 28% | – | – |
| Fundos Multimercado | 14% | 1% | – |
| Outros* | 83% | 4% | – |
*Títulos de Capitalização, Home Broker, Operações Compromissadas, Debêntures e Opções
Para Paulo Secches, diretor da TNS InterScience, o resultado da pesquisa mostra que os investidores cada vez mais ganham um perfil de longo prazo. Contudo, Secches ressalva que apenas 3% da população brasileira estão dentro da faixa de renda dos entrevistados pela pesquisa.
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A instituição ouviu 100 pessoas de médio e alto rendimento. Dentre os entrevistados, 20% ganhavam entre R$ 6 mil e R$ 10 mil, e os 80% demais, entre R$ 10,1 mil e R$ 25 mil.