Fora de casa: consumidor busca pratos diferentes, mas decisão depende de preço

Estudo revela que 27% buscam algo diferente. Porém, preço é o que conta na hora de escolher o estabelecimento

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SÃO PAULO – Comer algo diferente daquilo a que o consumidor está acostumado é o principal motivo que o leva a comer fora de casa. Tal justificativa é apontada por 27% dos consumidores. No entanto, na hora de escolher o restaurante ou lanchonete, o que conta mesmo é o custo.

De acordo com pesquisa realizada pela Toledo & Associados, em parceria com a ESPM (Escola de Propaganda e Marketing), e divulgada no 3º Seminário setorial de Redes de Alimentação da ABF (Associação Brasileira de Franchising), esse fator é o que diferencia as classes sociais nas praças de alimentação dos shopping centers.

O levantamento constatou que esses locais são frequentados por todo o tipo de público, de diversas classes sociais, por diversos motivos, mas o preço da refeição é o que define a escolha do restaurante.

Preço é empecilho

O estudo revelou que, entre os atributos mais importantes na hora de escolher um estabelecimento na Praça de Alimentação, atendimento ficou em primeiro lugar, com 76% da preferência, a qualidade dos produtos vem em seguida, com 73%, e o preço é o terceiro no ranking (70%).

Apesar de perder para atendimento e qualidade, o preço das refeições é o que impede 89% dos consumidores de comer fora de casa, sendo que este percentual é ainda maior entre os adolescentes, 93%.

Entre a classe C, revela o estudo, preço é o único empecilho. Para se ter uma ideia, o paulistano gasta entre R$ 14 e R$ 22 por uma refeição em shopping centers.

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Algo diferente

Além de comer algo diferente, o que leva os consumidores a comer fora de casa é tirar uma folga da cozinha. Para 10% esse é o motivo que os leva aos restaurantes. Outros 10% querem comer uma comida mais elaborada que aquela feita em casa.

Comer por distração ou lazer é motivo de 9% dos entrevistados, e reunir a família é justificativa de outros 8%. Comer um lanche e a praticidade e comodidade de uma refeição fora do lar foram os motivos apontados por 7% e 5% dos pesquisados, respectivamente.

De maneira geral, a variedade, o conforto e a possibilidade de reunir família e amigos são os principais motivos para deixar a cozinha.

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Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado em julho deste ano nos shoppings centers da cidade de São Paulo. Foram ouvidas 342 pessoas, sendo que 17% eram adolescentes, com idade entre 16 e 19 anos; 28% adultos, com idade entre 20 e 29 anos; outros 46% adultos com idade entre 30 e 59 anos; e 9% idosos com idade acima de 60 anos.

Os entrevistados tinham renda pessoal que variava entre R$ 670 a R$ 2.780, e renda familiar entre R$ 3.000 e R$ 4.050.