Focus: mercado reduz projeção de inflação em 2013, eleva para 2012

Segundo Guido Mantega, redução das tarifas de energia deverá ter um impacto positivo na inflação em 2013

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SÃO PAULO – O mercado elevou pela décima vez seguida a projeção para a inflação neste ano, mas reduziu a expectativa para 2013 depois de o governo ter anunciado medidas para diminuir as tarifas de energia, mostrou a pesquisa Focus, do BC (Banco Central), divulgada nesta segunda-feira (17).

A expectativa para a inflação no ano que vem dos analistas consultados foi reduzida a 5,50%, ante 5,54% na semana anterior.

Na semana passada, o governo brasileiro anunciou redução média das tarifas de energia de 20,2% para os consumidores a partir do ano que vem, em uma ação para garantir maior competitividade à indústria local e ajudar a acelerar o crescimento do país.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, essa medida deverá ter um impacto positivo na inflação em 2013 entre 0,5 a 1 ponto percentual, considerando os efeitos diretos e indiretos.

Para este ano, por sua vez, a previsão do mercado para inflação foi elevada para 5,26%, de 5,24% na semana anterior. Com isso, a perspectiva do mercado afasta-se ainda mais do centro da meta do governo, de 4,5% pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Na semana passada, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que o processo de convergência da inflação para o centro da meta ocorre de maneira não homogênea e pode ter reversões temporárias.

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Em relação à taxa básica de juros, a pesquisa Focus mostrou que o mercado manteve a expectativa de que a Selic, atualmente na mínima histórica de 7,50%, sofrerá mais um corte de 0,25 ponto percentual e encerrará este ano a 7,25%.

Reiterando uma “máxima parcimônia” na condução da política monetária, o BC demonstrou maior preocupação com os preços no curto prazo devido à de produtos agrícolas.

O relatório Focus ainda não captou a visão do mercado sobre o futuro da taxa de juros depois que o BC anunciou, na noite de sexta-feira, redução no recolhimento dos depósitos compulsórios dos bancos, que resultará na injeção de 30 bilhões de reais na economia. Alguns economistas do mercado avaliam que a redução do compulsório diminui as chances de mais um corte da taxa de juro, na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de outubro.

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Em relação ao próximo ano, a projeção para a Selic foi mantida em 8,25%.

PIB
Os analistas consultados na pesquisa Focus reduziram pela sétima vez a estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2012, para 1,57%, contra 1,62% na semana anterior. Para 2013, a expectativa foi mantida em 4%.

O Ministério da Fazenda reduziu, na quinta-feira passada (13), sua previsão para o crescimento da economia este ano para 2%, depois de um primeiro semestre muito fraco, e anunciou novas medidas para estimular a produção.

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A expectativa é que a economia cresça em um ritmo mais acelerado no segundo semestre. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC), que é considerado uma prévia do PIB, já captou uma pequena melhora, indicando expansão de 0,42% em julho frente a junho, ante expectativa do mercado de alta de 0,30%.

A pesquisa Focus desta segunda-feira mostrou também que o mercado manteve a previsão de que o dólar encerrará este ano a R$ 2.