Por Dentro dos Resultados

Foco na classe A: os planos da Gafisa (GFSA3) para continuar crescendo após a compra da Bait

Gerente de RI da companhia participou de live do InfoMoney e falou sobre dividendos, aquisições, inflação dos materiais de construção e lançamentos

Por  Renan Crema

 

A Gafisa (GFSA3) tem planos ambiciosos para 2022, apesar de um ambiente macroeconômico desafiador. A empresa celebrou, no fim de março, uma proposta de aquisição de 100% do capital da Bait, uma das mais importantes incorporadoras imobiliárias atuantes no mercado de alta e altíssima renda no Rio de Janeiro.

De acordo com o gerente de Relações com Investidores da Gafisa, Flavio Prieto, que participou de live do InfoMoney, se trata de uma proposta vinculante, “mas que tem uma série de condições precedentes e que tem potencial de agregar bastante para a Gafisa”, tanto em termos de portfólio de produtos e de capital humano, quanto de atuação no segundo maior mercado do país, que é o carioca, especialmente o da classe A, que é mais resiliente.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do quarto trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Atualmente, 97% do estoque da incorporadora está nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. No ano passado, a Gafisa lançou 8 empreendimentos, sendo 6 em SP e 2 no RJ, que totalizaram quase R$ 1,7 bilhão, superando o guidance divulgado pela empresa. Ela também registrou alta de 46% nas vendas brutas na comparação com 2020, ano de início da pandemia de Covid-19.

“Nossos estoques e landbank (banco de terrenos) estão bastante concentrados nessas regiões por entendermos que são os principais mercados do BR e o local certo pra estarmos”, disse Prieto. Mas, o executivo revelou que eventualmente pode acontecer de a Gafisa buscar atuar em outras praças, mas não no curto e médio prazo.

Vinda de uma sequência de resultados mais negativos do que positivos em termos de lucratividade, a Gafisa vem focando as suas ações com vistas ao reestabelecimento operacional. Esse é o motivo de todo o capital ser utilizado como reinvestimento na própria companhia. “Temos foco no aumento da lucratividade nos próximos períodos”, disse o gerente de RI. Por isso, explicou, não há planos de distribuição de proventos no curto prazo.

Novas aquisições?

O executivo afirmou que também não há previsão de novas aquisições considerando o curto prazo mas, “independente da junção de negócios que pode acontecer no Rio de Janeiro, com a Bait, pré-lançamos quatro empreendimentos pela Gafisa, que já fomentam o crescimento da Gafisa em 2022”.

Prieto falou ainda que o aumento nos custos dos materiais de construção e da taxa Selic não afeta as operações da Gafisa, como acontece com outros players, pelo fato de a classe A não estar sentindo tanto os efeitos de perda de renda quanto os demais estratos sociais.

“Entendemos que temos um pequeno hedge [mecanismo de proteção] natural em relação ao nosso portfólio, por estarem em determinadas localizações e segmentos que nem tem financiamento imobiliário, então a tomada de decisão não está necessariamente vinculada a taxa de juros básica da economia”, disse.

O gerente de RI também abordou a atuação da Gafisa em relação ao seu “braço” de propriedades, como shoppings, salas comerciais e hotéis, as conversas com a BR Malls sobre novas oportunidades de negócio e as estratégias de inovação da incorporadora. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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