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SÃO PAULO – Sem revelar detalhes, nesta semana, o presidente da Oi disse que a companhia vai desenvolver um serviço de TV por assinatura popular.
Segundo o presidente da ABTA (Associação Brasileira de TV por assinatura), Alexandre Annenberg, a notícia foi bem recebida pelo setor, pois o objetivo de todos os participantes desse mercado é ampliar a oferta para mais consumidores, inclusive os de renda inferior.
“Seja por força do aumento do poder aquisitivo da classe C ou do aumento na base – por causa da economia de escala 0, os preços naturalmente vêm caindo, mas é pouco. A declaração da Oi é um projeto ambicioso, mas é importante”, comentou.
Custo versus preço
Annenberg explica que as operadoras de TV paga trabalham com margens estreitas, devido ao alto custo do conteúdo – agravado pelo valor do real perante o dólar – e à alta carga tributária.
“Os custos envolvidos não permitiram até hoje que se oferecesse um produto, realmente de qualidade, adequado para a classe C. Mas estamos todos na perseguição dessa meta”, declarou Annenberg.
O executivo afirma que não é possível estimar quanto custaria um plano de TV por assinatura popular, uma vez que esse serviço não é oferecido nacionalmente, mas a operação é local. Os preços variam bastante de operadora para operadora, por conta dos pacotes e de seus custos. Depende ainda da política comercial, que pode oferecer pacotes mais ou menos simples.
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Para ele, no entanto, uma iniciativa como a da Oi seria um incentivo para o mercado. “Claro que aumentaria a competitividade e esse é o benefício da entrada de novos players. Como todos estão perseguindo uma solução econômica viável, seria um incentivo para encontrarem pacotes de entrada mais acessíveis”, finalizou.