FMI eleva projeções de crescimento global, mas alerta para alta da inflação

Projeção de expansão do PIB brasileiro também foi elevada para 4,9% em 2008; embora alto, número é o menor do Bric

Publicidade

SÃO PAULO – O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou um relatório nesta quinta-feira (17) contendo a atualização de suas estimativas para o crescimento econômico mundial no segundo semestre deste ano.

A instituição projeta que a economia global crescerá 4,1% neste ano e 3,9% no próximo, superando suas previsões anteriores feitas em abril, que apostavam em expansões de 3,7% e 3,8%, respectivamente.

Segundo o FMI, o otimismo deve-se à surpresa positiva em relação à desaceleração econômica global e à contração do crédito no primeiro trimestre de 2008, que se mostraram menores do que o anteriormente esperado.

De acordo com o relatório, tal crescimento deverá ser impulsionado, mais uma vez, pelos países emergentes, grupo que, de acordo com as perspectivas do FMI, deverá encerrar o ano de 2008 com uma expansão de 6,9%.

Inflação preocupa

Em contrapartida, a instituição mostrou-se preocupada com os preços crescentes, culpando a alta das commodities pelo cenário atual. Neste panorama, os analistas também elevaram suas projeções de inflação, tanto para as economias avançadas, quanto para as em desenvolvimento.

Nos mercados emergentes, os analistas prevêem uma inflação de 9,1% para este ano, enquanto que nas economias avançadas, os preços deverão ter um acréscimo de 3,4%, no mesmo intervalo de tempo.

Continua depois da publicidade

Nesse sentido, o FMI pede que os principais bancos centrais do globo – principalmente os dos países emergentes – tomem uma postura mais agressiva frente à aceleração inflacionária, por meio de uma contração na política monetária.

Brasil atrás do Bric

Quanto ao Brasil, a instituição projeta um crescimento econômico de 4,9% neste ano e 4% para 2009, números superiores aos previstos anteriormente em abril, de 4,8% e 3,7%, respectivamente.

Apesar do otimismo, a previsão é a que atenta para a menor expansão econômica dentre o grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), cujos países desfrutam de projeções de crescimento econômico superiores a 7,5%.