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Fleury (FLRY3) e Natura (NATU3) estão em extremos técnicos após movimentos recentes em direções opostas. Enquanto a Fleury mantém uma forte tendência de alta e negocia próxima da máxima histórica, a Natura aprofundou o movimento de queda e entrou em região de sobrevenda.
Na Fleury, o Índice de Força Relativa (IFR) está em 74,17 pontos, acima da referência de 70 e em região de sobrecompra. O papel permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e próximo da máxima histórica de R$ 23,50, reforçando o predomínio comprador. O movimento mais esticado, porém, aumenta a possibilidade de realização de lucros ou consolidação no curto prazo, sem indicar, isoladamente, uma reversão. Em 2026, FLRY3 acumula valorização de 47,64% e, nos últimos 12 meses, sobe 43,94%.
Na Natura, o cenário é praticamente oposto. O IFR recuou para 25,59 pontos, abaixo da referência de 30 e, portanto, em região de sobrevenda. No gráfico diário, o papel permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, perdeu o suporte em R$ 7,43 e se aproxima de R$ 6,88, mantendo a pressão vendedora. O IFR mais baixo pode favorecer repiques técnicos, mas ainda não há sinais consistentes de reversão da tendência de baixa. Em 2026, NATU3 acumula queda de 4,43% e, nos últimos 12 meses, recua 20,62%.
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IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.
Na prática, esse quadro sugere que a Fleury (FLRY3) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Natura (NATU3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
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Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Magazine Luiza (MGLU3), Assaí (ASAI3), Rumo (RAIL3) e Vamos (VAMO3).
Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem CSN Mineração (CMIN3), Direcional (DIRR3), Cury (CURY3) e Marcopolo (POMO4), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Análise técnica Fleury (FLRY3)
A Fleury (FLRY3) mantém uma estrutura técnica fortemente positiva no curto prazo, após a sequência de valorização das últimas semanas. No gráfico diário, o papel segue acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e negocia próximo das máximas recentes, preservando o predomínio comprador. Na última sessão, a ação recuou 1,18%, aos R$ 21,88.
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A intensidade do movimento, porém, deixou o ativo mais esticado. O IFR (14) está em 74,17 pontos, em região de sobrecompra, enquanto a cotação permanece afastada das médias móveis de curto prazo. Esse cenário aumenta a possibilidade de realização de lucros ou consolidação, mas, até o momento, o gráfico não apresenta sinais consistentes de reversão ou de perda relevante da força compradora.
Para prolongar o movimento de alta, o principal ponto de atenção está na faixa de resistência entre R$ 22,21 e R$ 22,63. O rompimento dessa região pode renovar o impulso comprador e abrir espaço para novas máximas. No sentido contrário, uma eventual perda das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de R$ 21,66 e R$ 20,78, especialmente acompanhada por aumento de volume, poderia sinalizar o início de uma correção mais ampla. Por enquanto, contudo, a tendência permanece de alta.
Resistências: R$ 22,21; R$ 22,63; R$ 23,50.
Suportes: R$ 21,50; 19,72; 17,88; 17,35 e 16,42.
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Análise técnica Natura (NATU3)
A Natura (NATU3) segue com uma configuração técnica negativa no curto prazo e vem perdendo suportes importantes. No gráfico diário, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e permanece bem distante da média de 200 períodos, mantendo o predomínio vendedor. Na última sessão, a ação recuou 1,11%, para R$ 7,20.
O IFR (14) caiu para 25,59 pontos, em região de sobrevenda e reforçando a perda de força observada nas últimas sessões. Apesar da possibilidade de repiques técnicos diante do nível mais pressionado do indicador, o gráfico ainda não apresenta sinais consistentes de reversão da tendência de baixa.
Para buscar uma recuperação, considero importante inicialmente a retomada das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de R$ 7,69/R$ 8,31, seguida pelo rompimento da resistência em R$ 8,79. Acima desses níveis, o fluxo vendedor pode perder força. No sentido contrário, a região de R$ 7,11/ R$ 6,88 permanece como suporte decisivo: sua perda pode intensificar a pressão vendedora e abrir espaço para novas mínimas.
Resistências: R$ 7,43; R$ 8,31; R$ 8,79; R$ 9,41 e R$ 10,60.
Suportes: R$ 7,08; R$ 6,88; R$ 6,55; e R$ 6,21.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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