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SÃO PAULO – Com o objetivo de não perder clientes neste fim de ano, muitos comerciantes optaram por reduzir a margem de lucro e negociar preços. O fenômeno pode ser observado em várias localidades do País, como no Mercado Municipal de São Paulo, tradicional ponto de venda da capital paulista. Lá, segundo publicado pela Agência Brasil, os varejistas garantem que os preços subiram pouco.
A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) realizou pesquisa na qual verificou que 71% das empresas consultadas aumentaram os pedidos à indústria, 25% mantiveram as encomendas no nível dos meses anteriores e apenas 4% reduziram suas compras.
Pagamento em dinheiro
Já no Distrito Federal o consumidor que pagar suas compras em dinheiro pode obter desconto de 5%, em média, segundo informa o Sindivarejista (Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal).
Ainda de acordo com o sindicato, os pagamentos em dinheiro representam apenas 12% do faturamento no comércio do Distrito Federal e das cidades satélites. Na região, os cartões de débito e crédito são os preferidos da população, respondendo por 68% do faturamento, em seguida vêm o crediário, 13%, e o cheque, 7%.
Outras facilidades
Além de descontos e de negociar preços, o comércio ainda facilita a quitação dos débitos, para ver o consumidor livre das dívidas e com mais disposição para gastar com as compras de fim de ano.
“Numa análise de espelho retrovisor, a melhor época é o final do ano para quem quer negociar ou precisa quitar a dívida”, disse o economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Emílio Alfieri.
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Conforme ele explicou, se forem levados em conta os anos anteriores, é possível dizer que o número de cancelamentos em cadastro de inadimplentes é muito superior do que o de inscrições neste período do ano. O aumento no número de inscrições é retomado somente no mês de março, quando somam-se os gastos do Carnaval aos das festas natalinas e reveillon.