Mercado cripto

Filecoin e Uniswap: as duas criptomoedas que subiram mais de 190% no ano e entraram no ETF HASH11

Ativos têm chamado atenção do mercado desde o início do ano e recentemente entraram para a carteira do ETF HASH11 negociado na B3

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(Fonte: Divulgação)

SÃO PAULO – Na virada deste mês, a gestora Hashdex realizou o rebalanceamento do NCI (Nasdaq Crypto Index), índice co-criado em parceria com a Nasdaq, incluindo duas novas criptomoedas que podem ser pouco conhecidas de boa parte dos investidores, mas que já estão chamando atenção no mercado há algum tempo.

Filecoin e o Uniswap se uniram a outros seis ativos e agora fazem parte do índice, que é replicado pelo ETF Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice (HASH11), ambas com 0,8% de participação na carteira, que tem o Bitcoin (61%) como principal ativo. Cada uma é focada em resolver problemas diferentes, sendo uma servindo como uma corretora descentralizada e a outra para armazenamento de dados em nuvem.

As duas têm fortes valorizações em 2021, com ganhos que chegam a 320%, mesmo com as correções recentes de preços. Vale lembrar, porém, que para o investidor principiante, analista recomendam focar o investimento no Bitcoin, que é a mais antiga criptomoeda, com maior liquidez e com riscos menores quando comparado a outros ativos digitais.

Ativos como a Filecoin e o Uniswap, como investimento direto, são opções para investidores com um maior conhecimento de criptos, que buscam diversificar a carteira dentro do mercado de moedas digitais. Para isso, os fundos de criptos (veja mais aqui) e até mesmo o recente ETF da Hashdex podem ser boas opções para ter exposições a estes outros ativos.

Conheça mais sobre as duas criptomoedas:

Uniswap

Maior em valor de mercado, o Uniswap opera como uma corretora descentralizada (DEX, na sigla em inglês) que possibilita a negociação de ativos digitais sem intermediários. Hoje sua capitalização esta em US$ 13,03 bilhões, sendo a décima maior do mercado cripto.

Ela surgiu de uma ideia de Vitalik Buterin, co-fundador do Ethereum, em 2016, mas foi apenas dois anos que o programador Hayden Adams conseguiu criar um projeto oficial, lançando a rede após conseguir uma série de subsídios.

O criptoativo é executado na blockchain Ethereum e permite operações descentralizadas para investidores de varejo em transações pontuais, além de servir como fonte de liquidez para milhões de usuários de aplicações de finanças descentralizadas (DeFi).

A ideia por trás do projeto é criar um local de trocas, como a corretora, mas com taxas menores e com maior rapidez nas operações, garantindo liquidez sem que os clientes necessitem de um intermediário, como acontece em uma corretora tradicional.

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O Uniswap tem integração com cerca de 200 projetos, com mais de 50 milhões de transações, movimentando mais de US$ 250 bilhões.

“O Uniswap já era um ativo que tinha uma representatividade alta em relação aos outros criptoativos do mercado, mas recentemente ele passou a ser suportado por mais custodiantes institucionais e exchanges que estão dentro da lista de exchanges acompanhadas pela Nasdaq, critério exigido pelo NCI”, disse Samir Kerbage, CTO da Hashdex, ao adicionar o ativo no índice da gestora.

Para Safiri Félix, diretor de produtos e parcerias da Transfero, o Uniswap é, até o momento, “o grande caso de uso de estruturas descentralizadas de negociação, conhecidas como DEX”. “O projeto tem mostrado consistência e uma comunidade bastante engajada, o que garante um diferencial competitivo interessante”, avalia.

Filecoin

Desenvolvido pela Protocol Labs, o Filecoin foi criado em 2014 e é uma rede blockchain de armazenamento descentralizada com foco no usuário que busca alugar espaço para armazenamento.

Ou seja, ele serve para ser uma solução de armazenamento em nuvem, assim como os serviços próprios da Amazon e Google, mas atuando de forma descentralizada e com custos menores.

A ideia de sua criação foi resolver a questão de como armazenar a grande e crescente quantidade de dados que a humanidade cria com um custo baixo e acesso mais rápido.

A Filecoin atua como incentivo e camada de segurança para a IPFS (InterPlanetary File System), uma rede ponto a ponto para armazenamento e compartilhamento de arquivos de dados. Dessa forma, a criptomoeda basicamente transforma o IPFS em um “mercado algorítmico”, onde os usuários pagam aos provedores de armazenamento no token para armazenar e distribuir dados na rede.

Essa rede também já conta com integração ao Ethereum, permitindo que os desenvolvedores acessem dados na blockchain Ethereum e interajam usando os contratos inteligentes.

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Segundo a Hashdex, a Filecoin passou por um processo de ganho de representatividade semelhante ao que ocorreu com o Uniswap, além de ter apresentando um crescimento expressivo no valor de mercado.

“O ativo saiu de US$ 24 em 31 de dezembro, chegou a valer cerca de US$ 230 e, depois dessa queda recente do mercado, agora está em US$ 70. Essa evolução do preço recente também o tornou elegível para o fundo”, explicou Kerbage ao incluir o ativo no índice NCI.

Já Félix, afirma que a Filecoin tem uma proposta bastante ambiciosa, mas vê alguns riscos pela frente para o projeto. “Os desafios tecnológicos de implementação são significativos e o caso de uso tende a atrair bastante concorrência com o tempo, além de bater de frente com os gigantes de tecnologia já estabelecidos como Amazon, Google e IBM”, aponta.

Desempenho no ano

Aparecendo em décimo lugar entre as maiores criptomoedas do mundo, segundo o site CoinMarketCap, o Uniswap está hoje cotado em torno de US$ 22. Isso representa uma alta de 320% em relação a sua cotação de US$ 5,22 no dia 31 de dezembro.

Seu maior preço na história foi atingido no início de maio, quando chegou a US$ 44,97, desde então a moeda digital já perdeu mais de 52% de seu valor. Vale destacar, porém, que há cerca de nove meses, o Uniswap operava em sua mínima histórica, de US$ 0,419, sendo que depois disso sua valorização chega a 4.972%.

Já a Filecoin é atualmente a 23ª maior moeda digital do mercado, cotada em US$ 72,80, o que leva a uma valorização de 193% no acumulado de 2021.

No dia 1 de abril deste ano, o token atingiu sua máxima histórica de US$ 237,24, ou seja, ela perdeu cerca de 70% de seu valor nesta recente correção que passa o mercado cripto. No acumulado de 12 meses, porém, os ganhos chegam a 400%.

Apesar dos fortes ganhos, Félix ressalta que para os dois casos ainda é bastante complexo tentar fazer qualquer exercício de valuation, dado o estoque total de tokens e também o alto nível de concentração deles.

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