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SÃO PAULO – Unificar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e o Fundo de Amparo ao Trabalhador seria uma “bela reforma na previdência”. A afirmação foi feita na última quarta-feira (29) por Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e atual sócio da Rio Bravo Investimentos. Durante o Congresso de Cartões de Crédito ao Consumidor (C4), o executivo afirmou que a poupança compulsória é um mecanismo de “repressão financeira”.
Franco explicou que os dois fundos, alimentados por impostos – o FGTS pela alíquota de 8% sobre a folha e o outro pelo PIS -, abastecem a Caixa Econômica Federal e o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Possibilidade de investimento
Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), compartilha da opinião. “Sem o desconto desses fundos, o salário líquido do trabalhador seria maior e assim ele poderia exercer o direito de decidir onde quer investir”.
Solimeo adicionou que os excessos de gasto do governo são pontos negativos para o desenvolvimento do País. “A cada ano as arrecadações batem recorde e na mesma proporção crescem as despesas públicas com o aumento de contratações e do salário em cargos de confiança, por exemplo”.
As declarações foram dadas durante o seminário “A estabilidade econômica como propulsora do crescimento sustentável”. O C4, realizado pela Partner Conhecimento, ocorrerá até esta sexta-feira (31).