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Feriado nos EUA, dados da China, prévia do PIB no Brasil e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

PIB da China veio acima do esperado no último trimestre, mas dados de varejo vieram abaixo; noticiário político nacional ganha força

Por  Equipe InfoMoney -

Em uma sessão em que os mercados americanos estarão fechados por conta do Dia de Martin Luther King Jr., a segunda-feira (17) é marcada por dados da economia chinesa.

O gigante asiático teve uma expansão econômica pouco maior do que se previa no quarto trimestre de 2021, de 4%, ante projeção de avanço de 3,6%, enquanto o banco central do país cortou a taxa de juros de empréstimos de 1 ano em 10 pontos-base, para 2,85%, a primeira redução desde abril de 2020. A autoridade monetária também cortou a taxa de sete dias de recompra e injetou o equivalente a US$ 31 bilhões no sistema financeiro, refletindo preocupação com os mais recentes sinais de desaceleração da economia chinesa.

Com o mercado reagindo mal a mais incertezas do mercado imobiliário do país, os futuros do minério de ferro caem novamente.

Por aqui, o destaque da agenda fica o IBC-Br de novembro, considerado uma prévia do PIB. Enquanto isso, os investidores monitoram a paralisação dos servidores, amanhã, para exigir reajuste salarial.

1. Bolsas mundiais

Ásia

As bolsas da China continental fecharam a segunda-feira (17) em alta após a divulgação de dados fortes de crescimento no quarto trimestre de 2021. As bolsas europeias avançam, e as bolsas americanas permanecem fechadas por conta do feriado do Dia de Martin Luther King Jr.

Dados divulgados na segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China indicaram que a economia chinesa cresceu 8,1% em 2021. No quarto trimestre, no entanto, a alta foi de 4%, acima da expectativa de alta de 3,6% de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters, enquanto a projeção do consenso era de alta de 8%. A produção industrial também cresceu acima da expectativa, mas as vendas no varejo tiveram um crescimento mais moderado.

Também nesta segunda-feira, o banco central da China cortou os custos dos empréstimos de médio prazo pela primeira vez desde abril de 2020, segundo informações da Reuters. O corte foi de 0,1 ponto percentual, para 2,85%, o que equivale a 700 bilhões de yuan (US$ 110,9 bilhões) em um ano de empréstimos de médio prazo para determinadas instituições financeiras.

Alguns analistas veem uma sinalização de que o governo chinês vem se preocupando mais com o ritmo de crescimento, o que possivelmente poderá levar a ações coordenadas do banco central da China. Na semana passada, o banco de investimentos americano Goldman Sachs cortou sua previsão de crescimento da China em 2022 de 4,8% para 4,3%.

Apesar do bom desempenho das bolsas da China continental, outras bolsas asiáticas recuaram, incluindo o Hang Seng Index, de Hong Kong, e o Kospi, da Coreia do Sul.

Nikkei (Japão), +0,74% (fechado)

Shanghai SE (China), +0,56% (fechado)

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,68% (fechado)

Kospi (Coreia do Sul), -1,09% (fechado)

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, avança 0,3%, com destaque positivo para o setor de recursos básicos e negativo para o de bens domésticos.

Os papéis do banco Credit Suisse recuam mais de 1,5% após o presidente da instituição, Antonio Horta-Osorio, renunciar depois de ter desrespeitado regras de quarentena por conta do coronavírus. Horta-Osorio vinha comandando a estratégia do banco após o impacto das dificuldades financeiras do fundo de hedge Archegos Capital e da quebra da empresa financeira britânica focada em cadeias de suprimento Greensill Capital.

Investidores se mantêm atentos nesta segunda-feira para a reunião das 7h do Eurogrupo, que reúne ministros das Finanças da Zona do Euro.

FTSE 100 (Reino Unido), +0,66%

DAX (Alemanha), +0,41%

CAC 40 (França), +0,73%

FTSE MIB (Itália), +0,33%

Commodities

Os preços do petróleo avançam com preocupações com a oferta por parte de grandes produtores, ao mesmo tempo em que a demanda global continua forte, apesar do avanço da variante Ômicron do coronavírus.

 Petróleo WTI, -0,01%, a US$ 83,74 o barril

Petróleo Brent, -0,41%, a US$ 85,7 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 2,35%, a 705 iuanes, o equivalente a US$ 111,19

Bitcoin

Os preços do Bitcoin recuam 0,71%, a US$ 42.863,73

2. Agenda 

Zona do Euro

7h: Encontro do Eurogrupo

Brasil

8h: Inflação relativa a janeiro medida pelo IGP-10
8h25: Boletim Focus do Banco Central, com estimativas sobre inflação, juros e PIB
9h: Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de novembro, considerado uma prévia do PIB, com projeção de alta de 0,65% na base mensal

15h: Balança comercial semanal

Japão

Decisão sobre a taxa de juros, sem horário definido

Onde Investir 2022

InfoMoney – em parceria com a XP Investimentos – reúne alguns dos principais especialistas do Brasil e do mundo no evento Onde Investir 2022, online e gratuito, transmitido no canal do InfoMoney no YouTube. Confira a programação desta segunda-feira:

18h15 – O boom ainda não acabou? Como investir em commodities em 2022, com Sylvio Castro (Grimper), Ylan Adler (SPX Capital) e Ruy Alves (Kinea). Acesse aqui o link da transmissão.

19h – As criptomoedas mais promissoras para o ano, com Samir Kerbage (Hashdex) e Gustavo Cunha (Resetfunds). Acesse aqui o link da transmissão.

ICMS descongelado

Jornais repercutiram o fim do congelamento do ICMS sobre combustíveis, anunciado por governadores na sexta-feira, e que entrará em prática a partir de fevereiro. Com a medida, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro) prevê aumento de R$ 0,027 por litro no preço da gasolina em São Paulo.

3. Paralisação de servidores e eleições

Está marcada para a próxima terça-feira a paralisação de servidores federais em protesto por reajuste salarial. Articulada pelo Fórum Nacional de Carreiras Típicas de Estado (Fonatec), a mobilização prevê um ato em frente ao Ministério da Economia. O Fonatec representa mais de 30 entidades de classe.

Até o momento, a Receita Federal é o órgão com o movimento mais forte. Em entrevista publicada no domingo pelo jornal Folha de S. Paulo, George Souza, do Sindicato de Auditores Fiscais da Receita, afirma que é possível que a mobilização se estenda para portos e aeroportos. “Os portos começam a entrar mais fortemente e o que não gostaríamos de ver começa a se tornar um risco iminente: a mobilização atingir os aeroportos, tanto carga quanto passageiros”, afirmou.

Ao jornal, o presidente do Fonatec, Rudinei Marques, afirmou que ainda é difícil falar em greve geral, mas disse que, caso uma categoria consiga se mobilizar pode contagiar outras.

De acordo com informações de bastidores obtidas pela Folha, entre auxiliares do presidente há temor de que a expansão dos atos para a greve e o possível contágio para outras categorias além de fiscais da Receita impactem ainda mais sua rejeição, que está em 60%.

Segundo informações de bastidores publicadas no domingo pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria irritado com declarações do ministro da Economia Paulo Guedes, segundo o qual os policiais federais estariam sendo privilegiados.

Possível chapa de Lula e Alckmin

Em entrevista com chamada de capa no jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira, o deputado federal Rui Falcão, 78, ex-presidente do PT, afirmou que o ex-tucano Geraldo Alckmin (sem partido) representa uma contradição a tudo o que o partido fez e quer fazer. Alckmin se desfiliou do PSDB, foi formalmente convidado para ingressar no PSB e é cotado para ser vice de Luiz Inácio Lula da Silva na chapa presidencial para as eleições de 2022.

Falcão coordenou as campanhas de Lula em 1994 e de Dilma Rousseff em 2014, é uma das principais vozes no PT contra a aliança e afirmou à Folha que “Lula não precisa de uma muleta eleitoral”. Ele também defendeu a revogação de pontos da reforma trabalhista. “As prioridades não podem ser determinadas pela Faria Lima.”

Campanha de Bolsonaro

Reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal Valor Econômico afirma que os militares não devem ter neste ano o mesmo protagonismo que tiveram na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Segundo o jornal, apenas o ministro da Secretaria Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos, deve atuar no esforço eleitoral, e com um papel de coadjuvante.

O topo da cadeia de comando deverá ficar com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair, e o presidente do PL, Valdemar Costa Nesto, que estarão diretamente envolvidos na campanha presidencial. O ministro-chefe da Casa Civil e senador licenciado do Progressistas, Ciro Nogueira, deverá comandar o governo durante as viagens de Bolsonaro e compor o núcleo decisório.

Ao contrário do que ocorreu em 2018, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e general da reserva Augusto Heleno não integrará a equipe. Também não voltarão a participar os generais Aléssio Ribeiro Souto e Oswaldo Ferreira, atual presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

4. Alta de casos e mortes por Covid

No domingo (16) foram registrados 31.629 novos casos de Covid. A média móvel em sete dias foi de 69.235, alta de 721% em relação ao patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa divulgadas às 20h.
Em um dia o Brasil registrou 92 mortes por Covid. Assim, a média móvel de mortes em 7 dias ficou em 153, alta de 59% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 162.045.750 pessoas, o que representa 75,43% da população. A segunda dose ou vacina de dose única foi aplicada em 146.615.093 pessoas, ou 68,25% da população. E a dose de reforço foi aplicada em 33.853.750 pessoas, ou 15,76% da população.

Vacinação de crianças

Pesquisa Datafolha divulgada na virada do domingo para segunda-feira indica que 79% dos brasileiros são a favor de vacinar crianças contra a Covid-19. Quando questionados especialmente sobre a imunização da faixa dos 5 aos 11 anos, 17% dos entrevistados disseram ser contra a iniciativa, e 4% não souberam opinar.

Dentre os responsáveis por crianças desta faixa etária, que começou a ser vacinada no Brasil no final de semana, 76% disseram que pretendem levar os menores de idade para serem vacinados.

Além disso, 58% disseram achar que o presidente Bolsonaro atrapalha a vacinação infantil. Outros 25% disseram que ele ajuda. O presidente vem levantando dúvidas sobre os riscos da vacinação desta faixa etária, e disse em dezembro que não vacinará sua filha Laura, de 11 anos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 13 de janeiro com 2.023 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

5. Radar corporativo

Braskem (BRKM5)

A Braskem (BRKM3;BRKM5;BRKM6) informou que a Petrobras (PETR3;PETR4) e a NSP Investimentos (Novonor, antiga Odebrecht, em recuperação judicial) – controladores da petroquímica – registraram pedido de oferta pública de distribuição secundária de ações, simultânea no Brasil e no exterior, que pode movimentar até R$ 8,06 bilhões.

Segundo o prospecto da oferta, serão distribuídas até 154.886.547 de ações preferenciais classe “A”. Desse total, 79.182.486 ações são de titularidade da NSP Investimentos e 75.704.061 pertencem à Petrobras. O documento acrescenta que não haverá colocação de lote adicional ou suplementar de ações à venda.

As cotações das ações da petroquímica na B3 e na NYSE, em 13 de janeiro de 2022 – o que serve de base para a estimativa de até R$ 8,06 bilhões da oferta – fecharam, respectivamente, em R$ 52,05 por ação preferencial e em US$ 18,80 – neste caso, dos recibos destas ações (ADSs, American Depositary Shares, na sigla em inglês).

Usiminas (USIM5)

A Usiminas (USIM5) informou no sábado a retomada gradual das atividades do seu negócio de mineração (Musa). A operação havia sido interrompida no início da semana devido às fortes chuvas que atingiram Minas Gerais, Estado no qual a companhia concentra suas minas.

Segundo o grupo, os problemas ainda afetam empresas responsáveis pela cadeia de escoamento de minério. “A Musa está acompanhando a evolução das ações implementadas por tais empresas de forma a assegurar a mais rápida recuperação possível.”

Eztec (EZTC3)

A Eztec (EZTC3) registrou R$ 369 milhões em vendas líquidas no 4TRI21. Isso representa alta de 30,85% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os lançamentos da Eztec somaram R$ 491 milhões, alta de 28,87%. No acumulado de 2021, os números de superaram os patamares de 2019, antes da pandemia da Covid-19.

Segundo a Eztec, devido a Covid, inflação, elevação da taxa de juros, entre outros fatores, “a companhia revisitou seus lançamentos, buscando identificar aqueles projetos que trariam melhor retorno, segurança e velocidade de vendas nesse período”.

A Eztec disse que a previsão de lançamentos no biênio de 2020 e 2021 era de R$ 4 bilhões a 4,5 bilhões. No ano passado, o total lançado foi de R$ 1,91 bilhão e em 2020 a companhia lançou R$ 1,15 bilhão. Assim, a empresa atingiu 76,5% da borda inferior da estimativa.

Plano & Plano (PLPL3

A Plano & Plano (PLPL3) informou que as vendas líquidas (100% Plano&Plano) contratadas nos doze meses de 2021 superaram R$ 1,3 bilhões, valor que representa o maior volume de vendas anuais na história da Companhia. O comparativo entre os anos de 2020 e 2021 mostra crescimento de 51,8% no acumulado anual de vendas (R$ 874,5 milhões em 2020). No quarto trimestre, as vendas somaram R$ 304,5milhões, valor 7,1% superior ao registrado no mesmo período de 2020 (R$ 284,3milhões).

A companhia lançou, no quarto trimestre, 6 fases de empreendimentos novos e 4 novas fases de empreendimentos já lançados, totalizando um volume geral de vendas (VGV) de R$ 565,4 milhões e representando aceleração (+28,4%) em relação aos R$ 440,4 milhões lançados no terceiro trimestre de 2021.

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