Publicidade
As autoridades das Bahamas sabiam desde o dia 9 de novembro que os recursos dos clientes da FTX haviam sido misturados com os de sua empresa-irmã, a Alameda Research, mostram documentos judiciais divulgados nesta semana. O Financial Times foi o primeiro veículo a publicar a informação.
“Os ativos dos clientes que podem ter sido mantidos com a FTX Digital foram transferidos para a Alameda Research”, escreveu Ryan Salame, ex-CEO da FTX Digital Markets (entidade do grupo nas Bahamas), em uma carta enviada às autoridades naquela data.
A situação constituiria “apropriação indébita, roubo, fraude ou algum outro crime”, escreveu Christina Rolle, diretora executiva da Comissão de Valores Mobiliários das Bahamas, para o comissário de polícia.
Salame falou que havia apenas três pessoas que poderiam ter transferido os recursos: o ex-CEO Sam Bankman-Fried, o ex-diretor de engenharia Nishad Singh e o cofundador da FTX Gary Wang.
A fusão dos fundos das empresas de Bankman-Fried é uma questão-chave no caso FTX. Bankman-Fried, que preso um mês depois de ter deixado o cargo de CEO, no dia 11 de novembro, disse que não “uniu os recursos intencionalmente “.
A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos acusou Bankman-Fried de fraude, alegando que ele criou uma linha especial de crédito para a Alameda Research, dando efetivamente à empresa acesso aos fundos dos clientes da FTX.
Continua depois da publicidade
A exchange de criptomoedas entrou com pedido de falência em novembro, depois que um artigo do CoinDesk sobre o balanço da Alameda Research desencadeou uma corrida de saques na corretora, que já foi uma das maiores do mercado.