Onda de demissões

Exchange cripto Huobi pode cortar mais de 30% dos funcionários com repressão na China

Empresa foi impactada por proibição da negociação de criptomoedas no país asiático no ano passado

Por  CoinDesk -

A exchange de criptomoedas Huobi Global pode cortar mais de 30% de seu quadro de funcionários depois que a saída de usuários chineses levou a uma queda acentuada na receita da companhia, afirmou hoje o jornalista chinês Colin Wu, via Twitter.

A expectativa é de que a Huobi faça ao menos 300 demissões entre seus mais de mil funcionários. A empresa começou a parar gradualmente de atender clientes na China em setembro de 2021, e, em 31 de dezembro, bloqueou totalmente os residentes do país após o governo chinês proibir a negociação de moedas digitais.

A Huobi Global, com sede em Seychelles, é uma das exchanges mais importantes do mundo, com volume diário de negociação superior a US$ 1,2 bilhão, de acordo dados do agregador CoinGecko.

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Na semana passada, a exchange rival Bybit anunciou uma medida semelhante de corte de custos e demitiu 30% de sua equipe devido à recente desaceleração do mercado de criptoativos.

A medida veio na sequência da decisão da Coinbase, que reduziu seu número de funcionários em mais de 1.100 pessoas. Já BlockFi e Crypto.com também demitiram um total de 400 funcionários, enquanto Bitso e 2TM, dona do Mercado Bitcoin, desligaram entre 80 e 90 colaboradores recentemente.

O mercado de criptomoedas caiu de um valor de mercado agregado de US$ 2,9 trilhões para US$ 938 bilhões nos últimos sete meses, com o Bitcoin (BTC) sendo agora negociado na casa dos US$ 20.800 depois de atingir uma alta histórica de US$ 68.980 em novembro do ano passado.

Nas últimas 24 horas, o token nativo da Huobi (HT) caiu 1,16%, para US$ 5,30. A corretora de criptomoedas não respondeu a um pedido de comentário do CoinDesk até a publicação.

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