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Ex-Marfrig vai assumir Santander, Petrobras, dividendos e mais 10 notícias no radar

Confira aqui os principais destaques corporativos da manhã desta quarta-feira; a matéria será atualizada até a abertura da Bovespa às 10h (horário de Brasília)

SÃO PAULO – A quarta-feira (4) inicia agitada no mercado brasileiro. No radar, a Petrobras (PETR3; PETR4) informou na noite de ontem que a revisão do seu plano de negócios está em andamento e ainda não é possível quantificar novo montante de investimentos. 

Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo aponta que a estatal foi liberada para buscar financiamento, ainda este ano, de até US$ 19 bilhões, segundo fonte diretamente envolvida nas negociações. O valor corresponderia a 14% do endividamento da empresa, de US$ 130 bilhões.  

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Santander
Os acionistas do Santander (SANB11) aprovaram Sérgio Rial, ex-Marfrig (MRFG3), como presidente do conselho de administração em assembleia geral ordinária realizada ontem. O nome do executivo foi apresentado ao conselho do banco no final de janeiro, dias após sua saída da Marfrig.

Estácio
A Estácio (ESTC3) teve sua recomendação rebaixada para market perform (desempenho em linha com a média) pelo Itaú BBA. 

Educacionais
Sobre o setor de educação, uma matéria do Valor aponta que as instituições de ensino superior que têm alunos com Fies (programa de financiamento estudantil) vão receber ao longo dos próximos quatro anos o pagamento de quatro parcelas relativas ao exercício de 2015. De acordo com a publicação, o governo teria discutido a possibilidade de ser feito um anúncio consistente e definitivo sobre as novas regras do programa, mas a ideia não prosperou. 

Ainda sobre o setor, a Justiça Federal de Rondônia concedeu decisão desfavorável a uma instituição de ensino que contestou mudanças no Fies. O juiz Herculano Martins Nacif decidiu que deve ser retirada a “trava” que limita os reajustes de mensalidade de alunos no Fies. A decisão de Rondônia é a primeira favorável depois que diferentes companhias de ensino privado, sindicatos e outras instituições que representaram o setor passaram a contestar o limite de reajuste na Justiça. 

Elétricas
Destaque também para a afirmação do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, de que o valor do novo empréstimo às distribuidoras de energia elétrica deve ser fechado em R$ 3,15 bi, até o fim de março. O valor é superior aos R$ 2,6 bilhões estimados para cobrir as despesas do setor de novembro e dezembro de 2014 porque, segundo o ministro, houve uma correção de juros sobre o período. O prazo para a liquidação desses valores foi estabelecido pela Aneel para o dia 31 deste mês. 

Embraer (EMBR3)
A Embraer informou que seu conselho de administração aprovou, em reunião realizada hoje, o pagamento de juros sobre o capital próprio referentes ao 1° trimestre de 2015 no valor de R$ 29,4 milhões, que corresponde a R$ 0,04 por ação. Para ter direito ao provento, os acionistas terão que ter o papel no dia 16 de março de 2015. A data para início do pagamento será dia 14 de abril. As ações passarão a ser negociadas na BM&FBovespa “ex-proventos” dia 17 de março. 

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Gerdau (GGBR4)
A Gerdau viu seu lucro líquido cair 20,1% no quarto trimestre de 2014 na comparação anual, passando para R$ 393 milhões. A receita líquida ficou em R$ 10,8 bilhões, crescimento de 5,1%.  

Juntamente com a divulgação do balanço, na manhã desta quarta-feira (4), a siderúrgica aprovou o pagamento de R$ 0,07 por ação em dividendos aos acionistas. O pagamento será feito em 26 de março e serão calculados com base nas posições acionárias de 16 de março.  

Multiplus (MPLU3)
A companhia informou nesta terça-feira que no dia 27 de fevereiro assinou contrato de compra da parte da Aimia nas ações da Primash Fidelidade, joint venture formada entre a empresa e a Aimia Newco, sociedade controlada pela Aimia. De acordo com o comunicado, a aquisição foi para fins de “posterior encerramento das atividades atualmente desenvolvidas pela Prismah, as quais, se for o caso, poderão eventualmente vir a ser desenvolvidas diretamente pela companhia”. O comunicado ainda informa que a Multiplus passou a deter o direito de comercializar a plataforma de fidelidade da Aimia.

Rumo
A Rumo, controlada pela Cosan Logística (RLOG3), informou nesta terça que seu conselho de administração aprovou hoje a renúncia de Daniel Rockenbach como diretor presidente da companhia, que será substituído na presidência por Julio Fontana Neto, e a renúncia do diretor financeiro, Márcio Yassuhiro Iha, que terá seu cargo ocupado por José Cezário Menezes de Barros Sobrinho.

A Rumo ainda apresentou hoje seus resultados para o quarto trimestre de 2014, demonstrando lucro líquido de R$ 21,9 milhões, frente os R$ 48,5 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior, além de uma receita operacional líquida de R$ 255,7 milhões, 23,8% maior que o número apresentado em 2013, de R$ 206,5 milhões. Ainda de acordo com a empresa, o Ebitda somou no quarto trimestre de 2014 R$ 70,7 milhões, uma redução de 20,5% na comparação com igual período de 2013, quando somou R$ 89 milhões.

ALL
A ALL (ALLL3) e Rumo tiveram decisão favorável da Antaq (agência que regula o transporte aquaviário) à mudança do conselho – parte do processo da fusão entre as empresas.  

BB Seguridade (BBSE3)
Em comunicado ao mercado nesta terça, a companhia informou que após a renúncia do presidente do conselho de administração da companhia Alexandre Correa Abreu, no dia 10 de fevereiro, Raul Francisco Moreira irá o substituir para o cargo até a próxima assembleia geral de acionistas. Outro nome escolhido foi o de José Maurício Pereira Coelho, que assumirá o cargo  de vice-presidente do conselho de administração da BB Seguridade após a renúncia de Ivan de Sousa Monteiro.

MRV Engenharia (MRVE3)
A MRV Engenharia pretende reduzir o ciclo médio de obras em até 20% em 2015, enquanto prevê entregar todas as unidades em construção com antecedência. No ano passado, a construtora entregou 68% de suas obras de um a 14 meses antes do prazo, como parte de um projeto iniciado em 2010. A entrega de chaves cresceu 37% em relação a 2013, chegando a 42.505 unidades, sendo 28.903 entregues com alguma antecedência. As entregas têm impacto direto sobre a geração de caixa da companhia, que no acumulado de 2014 até setembro foi de R$ 330 milhões, queda de 14,7% sobre o mesmo período de 2013.

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Sanepar (SAPR4)
A Sanepar informou nesta noite seu resultado do exercício de 2014. A companhia apresentou lucro líquido de R$ 421,5 milhões no ano passado, contra R$ 402,9 milhões. A receita operacional líquida ficou em R$ 2,6 bilhões, contra R$ 2,3 bilhões na mesma base de comparação. Além do resultado, a empresa anunciou um programa de investimentos para os anos de 2015 a 2017 de R$ 2,693 bilhões.  

(Com Reuters)