Eventual falta de gás deixará conta de luz mais cara, afirma Aneel

De acordo com a agência, em um primeiro momento seriam atingidos consumidores de grande porte. Depois, viriam residências

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Uma eventual falta de gás gerará, a consumidores livres (indústrias, shoppings, etc) um aumento imediato na conta de luz. No caso de clientes de menor porte, como residências e comércios, essa valorização viria em alguns meses. As previsões foram feitas pelo diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Jerson Kelman.

“Se a Petrobras tivesse que diminuir a quota de gás para as usinas termelétricas por força de decisões judiciais, não haveria como impedir o aumento do custo de produção de energia elétrica e do risco de racionamento. No médio prazo, todos os consumidores poderiam ser prejudicados”, afirmou.

Proteção

As declarações vieram para rebater afirmação feita pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Júlio Bueno. Conforme o representante, caso a Petrobras diminua novamente o volume fornecido às distribuidoras do Estado, como ocorrido na semana passada, clientes residenciais e automotivos serão priorizados na hora do repasse, em detrimento às indústrias.

“O Estado protegerá o consumidor individual, que tem prioridade. As residências, o comércio e os motoristas terão o gás a sua disposição; depois, as indústrias, que usam o gás como matéria-prima; depois, as indústrias como um todo e, por fim, as térmicas”, afirmou Bueno à Agência Brasil.

Quando a estatal informou que reduziria em 17% a emissão diária do combustível, a CEG e CEG Rio optaram em interromper temporariamente o fornecimento a quase 90 postos da região. O motivo desse corte foi exatamente garantir o abastecimento a comércios e hospitais.

A Comgás, em São Paulo, fez acordos com grandes consumidores e não alterou o fornecimento aos pequenos clientes.

Compromisso

“A Petrobras assegurou em correspondência enviada à Aneel que não pretende mudar o termo de compromisso assinado com a agência, apesar das decisões da Justiça fluminense sobre quem pode e quem não pode consumir gás natural”, rebateu Kelman.

A estatal divulgou nota negando aumento de 30% no preço do gás natural e afirmando que não existe proposta neste sentido. De qualquer maneira, não estão descartados encarecimentos, em caso de necessidade.

Também foi confirmado que o departamento jurídico da petrolífera prepara um recurso, que será ajuizado provavelmente nesta semana, revogando liminar concedida em favor das empresas CEG e CEG-Rio, que a obrigou a retomar o fornecimento normal no mesmo dia em que o volume liberado foi cortado.

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