Europa: indicadores mostram alta de custos com trabalho e recuo na construção

Enquanto Zona do Euro tem alta de 2,2% no seu custos de mão-de-obra, produção de construção cai também 2,2% em janeiro

Publicidade

SÃO PAULO – A hora de trabalho na Zona do Euro ficou mais cara no quarto trimestre de 2009 do que foi no mesmo período de 2008, como mostram os dados da Eurostat, agência oficial de estatísticas da região, divulgados nesta quarta-feira (17).

Segundo o relatório da agência, os custos de mão-de-obra nos 16 países subiram 2,2% entre outubro e dezembro de 2008 e 2009, comparado a avanço de 3% no terceiro trimestre.

No caso da União Europeia, região que abrange 27 países europeus, o crescimento em base anual foi de 2,4% no quarto trimestre e 2,9% nos três meses imediatamente anteriores.

Detalhes
Segundo relatório da Eurostat, os dois principais componentes do indicador – custos com salários e os gastos não ligados aos salários – cresceram 2% e 2,7% entre outubro e dezembro, na relação anual na Zona do Euro.

Apesar do aumento, os números são menores que o crescimento verificado no terceiro trimestre de 2009, quando os mesmos dois componentes se expandiram 2,8% e 3,5%, respectivamente, nos 16 países.

O mesmo movimento é visto quando analisada a atividade da União Europeia, onde os custos com salários cresceram 2,2% no quarto trimestre, ante avanço de 2,8% na medição anterior. Já os gastos não-salariais subiram 3%, crescendo menos que os 3,5% de alta vistos no terceiro trimestre.

Continua depois da publicidade

A construção foi a atividade econômica que mais teve aumento de custos, com elevação de 3,7% na Zona do Euro, seguido pelo setor de serviços (+2,4%) e indústria (+1,4%).

Construção
Nesta quarta-feira, a Eurostat também divulgou os números da produção da construção que caiu 2,2% na Zona do Euro em janeiro de 2010 em comparação a dezembro do ano passado. Na União Europeia, a queda foi um pouco menor, de 2% no mesmo período.

Na relação com janeiro de 2009, os dados de construção divulgados no dia mostram uma queda ainda mais significativa, de 12,5% na Zona do Euro e 8,4% na União Europeia.

Continua depois da publicidade

Em dezembro, o indicador havia marcado um decréscimo de 1% na Zona do Euro e crescimento de 0,8% na União Europeia.