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SÃO PAULO – O número de execuções hipotecárias nos EUA subiu 71% no terceiro trimestre na base de comparação anual, atingindo o patamar recorde de 765.558 propriedades que receberam avisos de inadimplência, de leilão ou que foram executadas.
Conforme os dados da RealtyTrac, negociante online de execuções hipotecárias, o número superou em 3% o contabilizado no segundo trimestre, mostrando maior deterioração do mercado imobiliário, enquanto os preços dos imóveis continuam caindo.
“Nós nunca vimos um ciclo de execuções como esse”, afirmou o vice-presidente da RealtyTrac, Rick Sharga. Para ele, com a perspectiva de desaceleração mais profunda da atividade econômica norte-americana, as previsões para o mercado hipotecário não são otimistas. O número de execuções deve aumentar, com os salários diminuindo e o desemprego aumentando.
Melhor em setembro
Apesar do resultado trimestral ter sido negativo, a passagem entre agosto e setembro mostrou uma melhora significativa: o número de execuções hipotecárias caiu 12% no período, indicando que as leis criadas pelos estados dos EUA têm desacelerado o processo.
“Grande parte do declínio de 12% em setembro pode ser atribuído a mudanças em leis estaduais que reduziram o ritmo com que os emprestadores estão seguindo com as execuções hipotecárias, ao menos temporariamente”, afirmou o CEO da instituição, em comunicado.
Porém, ele alerta que mesmo essas alterações nas legislações não irão salvar o mercado, pois não estão ajudando os mutuários problemáticos. Dessa forma, mesmo com a melhora, as incertezas devem continuar.